Liga dos Campeões

Lucas Moura. O “Marcelinho” que tinha Zidane como ídolo fez história na Champions e já pedem uma estátua sua

106

Foi comparado a Marcelinho, tinha Zidane como referência, passou cinco anos no PSG sem sucesso europeu e tornou-se herói na Champions pelo Tottenham. No final ficou com a bola – mas Eriksen pede mais.

Lucas Moura assumiu ser o melhor momento da sua vida, Pochettino apelidou-o de super herói e Eriksen pede uma estátua para o brasileiro

Getty Images

Estávamos em 2012, Lucas Moura preparava-se para festejar o 20.º aniversário dois dias depois. O Brasil continuava a lutar pelo sonho que conseguir a primeira medalha de ouro de sempre do futebol masculino nos Jogos Olímpicos e, mesmo tapado entre as opções iniciais por nomes como Neymar, Ganso, Leandro Damião, Pato, Hulk ou Óscar, o avançado vivia todos os momentos como se fossem a coisa mais importante. Na final, o México foi melhor e ganhou. O avançado não conteve as lágrimas e acabou por tornar-se na imagem mais marcante da desilusão da equipa. Esta noite, o número 7 teve o seu momento de glória.

Formado entre o Corinthians e o São Paulo depois de ter começado em escolas de futebol da cidade onde ganhou a alcunha de Marcelinho, pelas parecenças físicas com o antigo internacional carioca que passou por quase todos os grandes brasileiros entre fugazes aparições na Europa (Valencia e Ajaccio), Japão (Gamba Osaka) e Arábia Saudita (Al Nassr), Lucas Moura chegou muito cedo aos seniores dos tricolores, teve um papel determinante na conquista do Campeonato Sul-Americano Sub-20 e não demorou a ser apelidado de próximo wonder boy do clube depois do sucesso de Kaká – apesar de ter como grande referência Zinedine Zidane. Em janeiro de 2013, quando já era conhecido pelo nome e não pela alcunha que recebera quando era mais novo, assinou pelo PSG depois de ter visto propostas de Manchester United, Inter e Liverpool rejeitadas.

Em França, continuou a ir em determinados momentos à seleção, além de somar títulos atrás de títulos: quatro Ligas, três Taças de França, quatro Taças da Liga, cinco Supertaças. Tudo menos a Liga dos Campeões, a grande aposta do clube francês que levou para Paris outros avançados como Cavani, Di María, Mbappé ou o amigo Neymar. E como já não cabiam mais estrelas no plantel, acabou por transformar-se num elo mais fraco “dispensável”, saindo em janeiro de 2018 para o Tottenham por uma verba inferior à que tinha custado (de 43 milhões de euros para cerca de 30).

Com Harry Kane como referência ofensiva e o trio Son-Eriksen-Dele Alli indiscutível no apoio ao avançado, o brasileiro não teve propriamente muitas oportunidades para brilhar na primeira temporada, fazendo apenas 11 jogos (e um golo). Esta época, mesmo havendo ainda Lamela na luta por um lugar, foi aproveitando da melhor forma as ausências no setor atacante para somar jogos (43) e golos (12), antes de ser o herói que afastou o Ajax nas meias-finais da Liga dos Campeões com um hat-trick, o primeiro de sempre de um jogador brasileiro nesta fase da principal competição europeia de clubes.

“Este é o melhor momento da minha vida. Tenho de agradecer aos meus companheiros por tudo o que estou a passar, é incrível”, comentou o internacional na zona de entrevistas rápidas após o final do encontro. “Foi um jogo absolutamente ridículo. Estávamos lá no fundo, tentámos lutar e acabámos por ter sorte. Lamento pelo Ajax. O Lucas Moura… Bem, ele ganhou-nos o jogo, merece-o. Esta temporada tem sido uma montanha russa… Espero que lhe façam uma estátua depois disto. Estamos completamente incrédulos. Não há palavras para isto”, destacou Eriksen, médio do Tottenham que passou pelo Ajax. “Todos os jogadores foram uns heróis mas o Lucas… foi um super herói”, resumiu o técnico dos londrinos, Mauricio Pochettino.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)