Moçambique

Moçambique/ciclones: População cabo-verdiana adere “em massa” a campanha da Cruz Vermelha

As várias contas abertas pela CVCV nos bancos cabo-verdianos para a campanha de solidariedade para Moçambique reuniram até ao momento 45.323 euros e a oferta de bens não tem parado.

"Há um sentimento de solidariedade muito grande aqui em relação ao sofrimento do povo moçambicano", frisou Arlindo Carvalho

TIAGO PETINGA/LUSA

A população cabo-verdiana aderiu “em massa” à campanha de solidariedade da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) com Moçambique, tendo contribuído com mais de 45 mil euros e centenas de bens, revelou esta quarta-feira o presidente da instituição.

Arlindo Carvalho falava aos jornalistas na cidade da Praia, onde decorre o ato central das comemorações do Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que se assinala esta quarta-feira.

Sobre a campanha de solidariedade para com a população moçambicana atingida em março pelo ciclone Idai — seguido este mês pelo ciclone Kenneth –, o presidente da CVCV disse que se registou “uma adesão em massa da parte dos cabo-verdianos, mas também das empresas e instituições”.

As várias contas abertas pela instituição nos bancos cabo-verdianos reuniram até ao momento cinco milhões de escudos cabo-verdianos (45.323 euros), enquanto a oferta de bens não tem parado.

“As pessoas estão sempre a ligar e a perguntar para onde podem enviar as coisas”, disse Arlindo Carvalho, especificando que tem sido intensa a oferta de bem como roupa, calçado, eletrodomésticos.

“Há um sentimento de solidariedade muito grande aqui em relação ao sofrimento do povo moçambicano”, frisou.

Além desta campanha, a assistência humanitária prestada por Cabo Verde em Moçambique foi um sucesso, segundo o presidente da CVCV, para quem “o pessoal trabalhou e deixou Cabo Verde bem representado e semeou ali o amor”.

A equipa cabo-verdiana, que chegou a Moçambique no passado dia 18 de abril e ali permaneceu durante duas semanas, era composta por 12 elementos e desenvolveu atividades nas áreas de cardiologia, clínica geral, promoção de saúde, urgência de adulto e crianças com sintomas associados ao ciclone Idai, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, enfermagem e psicologia.

“Fizeram um grande trabalho reconhecido não só pelas forças no terreno, como a representação do Movimento Internacional da Cruz Vermelho e Crescente Vermelho, a organização dos Médicos no Mundo, mas também as instituições do Estado de Moçambique e outras ali presentes”.

Os resultados positivos desta missão levaram a que tivesse prolongado o tempo em Moçambique e, “agora, estão a insistir no envio de outra equipa”, revelou.

Esta equipa cabo-verdiana — composta por quatro médicos, seis enfermeiros, uma psicóloga e um elemento da proteção civil — foi integrada numa equipa constituída por técnicos da Cruz Vermelha Portuguesa, médicos internacionais e técnicos voluntários daquela localidade.

Moçambique foi pela primeira vez atingido por dois ciclones na mesma época chuvosa (de novembro a abril), depois de em março o ciclone Idai, de categoria três, ter atingido o cento de Moçambique onde provocou 603 mortos.

Entretanto, o ciclone Kenneth provocou, segundo os dados mais recentes das autoridades moçambicanas, 45 vítimas mortais.

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