Nem 1000€ nem tão pouco 1200€ — a ANTRAM esclareceu via comunicado que o valor da sua contraproposta no que diz respeito ao salário base dos motoristas de matérias perigosas é de 700€.

No final da segunda ronda de negociações entre a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), que se realizou nesta terça-feira, Pedro Pardal Henriques, o vice-presidente do sindicato anunciou que a proposta agora em análise sugeria um valor que se aproximava mais dos 1200€ exigidos pelos motoristas.

Nesta quarta-feira, a ANTRAM veio esclarecer em comunicado que essa quantia é de 700€ e entraria em vigor a partir do dia 1 de janeiro de 2020, “mantendo-se, em termos gerais, os termos do atual CCTV [contrato coletivo de trabalho], ainda que reforçando, em sede de seguros, exames de saúde e subsídio diário adicional a criar, a proteção dos trabalhadores afetos ao transporte de mercadorias perigosas em cisterna”, lê-se no comunicado.

Ou seja, isto quer dizer que o fosso entre o que é pedido e o que é oferecido ainda é grande, isto tendo em conta que os tais 700€ representam apenas um aumento de 70€ face ao salário base que está atualmente em vigor, que é de 630€.

Isto quer dizer que neste momento cabe aos associados de ambos os lados, ANTRAM e SNMMP, apresentarem esta contraproposta aos seus associados e esperar feedback. Só depois disso é que se saberá o que vai acontecer. Independentemente disso, mantém-se a decisão de não haver mais greves pelo menos até ao final de maio.