Estradas

PS anuncia obras de requalificação do IP3 no valor de 134 milhões de euros

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As obras visam um troço de 75 quilómetros e serão financiadas pelo Orçamento de Estado. Com as obras, o IP3, considerada a via mais perigosa de Portugal, poderá agora passar a autoestrada.

Foram ainda apreciadas em Parlamento duas petições da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

O PS anunciou esta quarta-feira, no parlamento, que as obras de requalificação do Itinerário Principal (IP) 3, que liga Viseu a Coimbra, estão para breve, num investimento de 134 milhões de euros, suportados pelo Orçamento do Estado (OE).

“No troço entre Penacova e a Foz do Dão será efetuada uma profunda reabilitação. É um investimento de 134 milhões de euros totalmente suportado pelo Orçamento do Estado, aplicado ao longo de 75 quilómetros”, disse Pedro Coimbra, deputado do Partido Socialista, adiantando que foi esta quarta-feira publicada a portaria de extensão de encargos da obra da via entre Penacova e Foz do Dão em Diário da República.

Na sessão plenária, o socialista alertou que são “absolutamente necessárias intervenções” no pavimento, nos nós de acesso, nos taludes, nas águas pluviais, nos separadores centrais e na sinalética, relembrando que, em 2018, o Governo apresentou “uma solução digna e adequada que mereceu um amplo apoio entre utentes, associações empresariais, autarcas e partidos políticos”.

De acordo com Pedro Coimbra, a solução apresentada para o IP3 implica a passagem a autoestrada sem portagens do troço entre Coimbra e Penacova e do troço entre a Foz do Dão e Viseu.

Antes da intervenção do PS, vários grupos parlamentares defenderam a urgência na requalificação da via, que se trata do principal eixo rodoviário da região centro, com a discussão de quatro projetos de resolução.

O deputado do PSD Pedro Alves recomendou ao Governo a transformação daquela via rodoviária numa autoestrada, como possível solução. “O PSD pretende recomendar o Governo que execute todos os procedimentos com vista à efetiva e urgente implementação rodoviária Viseu – Coimbra em perfil de autoestrada”, defendeu.

Na intervenção do PCP, a deputada Ana Mesquita apontou para a degradação e para a falta de sinalização no IP3, propondo a introdução de quatro faixas de rodagem, de modo a combater a sinistralidade. Por seu lado, o Bloco de Esquerda, pela voz de Heitor de Sousa, considerou que o projeto de resolução dos esquerdistas tem por base a requalificação de todo o Itinerário Principal e não deverá ter portagens.

O deputado dos Verdes José Luís Ferreira declarou também que não devem ser implementadas portagens no IP3. “Os Verdes trazem uma iniciativa legislativa para que o Governo proceda a uma requalificação do IP3, com duas faixas, corredores ecológicos e que não sejam aplicadas portagens”, explicou.

Na reunião plenária, foram ainda apreciadas duas petições apresentadas pela Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 e por responsáveis de associações empresariais e comerciais e da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.

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