Depois de terem anunciado uma parceria com enfoque nos comerciais ligeiros, em Janeiro deste ano, Volkswagen e Ford voltaram a dar notícias desta cooperação no final de Março, ao declararem ter chegado a acordo para o desenvolvimento conjunto de uma pick-up. A nova geração da Amarok vai ser feita sobre a base da Ranger e produzida pela Ford, o que permitirá à Volkswagen reduzir consideravelmente os custos de desenvolvimento do modelo. Porém, as duas marcas ainda não se terão entendido quanto àquilo que vai efectivamente acabar por sair da linha de montagem.

As novas gerações da Ranger e da Amarok serão lançadas em meados de 2022, sendo que do ponto de vista técnico serão exactamente o mesmo veículo. A base será a mesma, tanto mais que Herbert Diess, o “patrão” da VW, já a experimentou e confessou-se “realmente impressionado” com a plataforma. Mas permanece a dúvida se as sinergias irão ficar por aí ou irão, inclusivamente, estender-se à oferta de motores. O que se sabe é que deveria ser o fabricante norte-americano a assumir a liderança do projecto, com a marca alemã a preocupar-se em garantir que a nova Amarok não será simplesmente uma Ranger com o emblema da Volkswagen. E será para garantir o equilíbrio neste ponto que ainda há divergências e dúvidas no ar, conforme relata o Wards Auto.

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Segundo revelou o vice-presidente de Estratégia de Produto da Volkswagen América, Hein Schafer, embora seja oficial que a Ford vai ser a responsável pela engenharia e produção da nova Amarok, ainda não está definido como é que esse projecto vai avançar. Schafer deu a entender que, se por um lado a Ford deve estar aberta a ceder pouco mais do que a plataforma, por outro, a Volkswagen sempre manifestou a intenção de garantir que a Amarok teria o seu próprio ADN e não apenas uma roupagem diferente da Ranger. De acordo com o executivo, construir uma Amarok sobre a arquitectura da Ranger, sem que se pareça uma Ford, é “um projecto complexo”. Para além disso, sublinha, o segmento das pick-ups de dimensões médias é “altamente competitivo”, pelo que realisticamente não é de esperar que a Ford dê todos os seus trunfos “de mão beijada” à concorrência.