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Incêndio em fábrica de Ovar. “O fogo está praticamente extinto”, diz presidente da câmara

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Um incêndio que deflagrou na manhã desta quinta-feira na fábrica Valmet feriu duas pessoas e obrigou à retirada de duas pessoas acamadas em casas próximas.

Os materiais combustíveis libertaram fumos escuros e tóxicos

Coração Vareiro A Namorar Ovar/Facebook

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  • Agência Lusa
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O incêndio que teve início esta manhã na fábrica Valmet, em Ovar, “está praticamente extinto”, disse Salvador Malheiro da Silva, presidente da Câmara de Ovar, à CMTV. “Não tivemos nenhuma morte, apenas dois feridos ligeiros — dois colaboradores da empresa.” Por questões de segurança, duas casas foram evacuadas e as pessoas acamadas retiradas, e outras duas casas estiveram sob vigilância constante.

O presidente da câmara, que também é responsável pela Proteção Civil, enalteceu a ação dos bombeiros do concelho e dos concelhos limítrofes e o facto de terem assegurado a “segurança e proteção de pessoas e bens neste aglomerado urbano”. “Estamos felizes porque a tragédia conseguiu ser evitada”, diz. Dentro da fábrica ainda estão a decorrer as operações de rescaldo e de prevenção de reacendimentos. “Existem focos de ignição completamente controlados. As chamas estão praticamente eliminadas.”

Salvador Malheiro da Silva explica que, como a empresa se dedica à produção de filtros para fins industriais, existem muitas fibras sintéticas nos pavilhões. Estes materiais, além de altamente inflamáveis, produzem fumos negros e tóxicos.

[As imagens do incêndio numa fábrica de Ovar:]

A fábrica “está localizada muito perto de zona habitacional”, o que justificou os receios do presidente da Câmara de Ovar durante o combate ao incêndio. “Estamos a passar uma mensagem de verdade junto dos moradores: a situação é crítica. Mas temos todos os meios para poder ajudar”, disse antes da situação estar controlada. “Se calhar poder ser melhor deixar a sua casa.”

No início da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Ovar tinha garantido que os trabalhos estavam a decorrer com normalidade. “Não se pode confirmar muita coisa neste momento, apenas que está ativo, numa fábrica industrial com material combustível perigoso”, disse, na altura, o presidente da Câmara Municipal de Ovar, aos jornalistas. “Estamos a falar de material combustível com emissões muito tóxicas e com muito fumo negro que não ajuda o combate às chamas.”

A Rádio AVfm fez um vídeo em direto no local.

O fogo foi detetado pelas 9h20, obrigando à evacuação do edifício. As causas ainda não são conhecidas, mas Salvador Malheiro da Silva disse que as primeiras indicações é que pode ter tido início no óleo térmico usado nas atividades da fábrica.

As operações, que envolveram 80 operacionais de várias corporações de bombeiros do distrito de Aveiro, estiveram concentradas na manutenção de um perímetro de segurança que mantivesse livre de perigo as residências circundantes, sendo que o incêndio “exibe alguma intensidade e envolve muito fumo, dado o tipo de materiais que está a arder”, disse fonte da Proteção Civil à Lusa.

“Vamos consolidar o perímetro e trabalhar na extinção do fogo”, frisou João Mesquita, comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar à agência Lusa.

“Temos todos  os meios da câmara acionados, as nossas corporações de bombeiros, o INEM e a ação social”, garantiu o presidente da Câmara de Ovar.

Segundo o ‘site’ da Valmet, a empresa é uma multinacional que se afirmou como “líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia”.

Com 12.000 colaboradores a nível mundial, tem “220 anos de história”, mas foi reformulada em 2013 na sequência “da divisão dos negócios de celulose, papel e energia do Metso Group”.

Atualizado às 14h35 e às 17h05 com a indicação de que há dois feridos ligeiros e não três; a fábrica não é de celulose ou papel, mas de filtros para fins industriais; a linha do norte não chegou a estar condicionada, ao contrário das informações iniciais.

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