Bibliotecas

Lisboa. Biblioteca Nacional revive 1969 com exposição evocativa do mais importante daquele ano

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A exposição celebra vitórias nacionais no desporto, publicações de livros, filmes e inauguração de edifícios. A mostra resulta de uma parceria com vários museus e terá filmes e vários objetos.

A exposição fica patente até 13 de setembro e intitula-se "O ano de 1969"

Autor
  • Agência Lusa

Uma exposição que revisita os principais acontecimentos políticos, culturais e desportivos de 1969, através de filmes, livros e brinquedos, entre outras peças, vai estar patente na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, a partir de quarta-feira.

“O ano de 1969”, nome da mostra, é o da crise académica de Coimbra, da realização do Segundo Congresso Republicano e de eleições legislativas, a que a oposição concorre, mas é também o ano em que Marcelo Caetano inicia, na RTP, as suas Conversas em família, e viaja pelas colónias, onde a guerra continua e os movimentos a favor da independência dos territórios ultramarinos ganham força, segundo a BNP. Ainda no domínio político, esse foi o ano em que Eduardo Mondlane, dirigente da Frente de Libertação de Moçambique, foi assassinado.

Na área da cultura, 1969 ficou marcado pela abertura da sede e do museu da Fundação Calouste Gulbenkian, para a qual, na mesma altura, Almada Negreiros criou o painel “Começar”.

Foram muitas as publicações dadas à estampa nesse ano, como “Os afluentes do silêncio”, de Eugénio de Andrade, “Peregrinatio ad loca infeta”, de Jorge de Sena, “História do teatro português”, de Luciana Stegnano Picchio, “A noite e o riso”, de Nuno Bragança, ou “Invocação ao meu corpo”, de Vergílio Ferreira. A obra do escritor e militar da marinha portuguesa Wenceslau de Morais, que viveu boa parte da sua vida no Japão, onde morreu em 1929, foi nesse ano traduzida para japonês, enquanto muitos outros autores portugueses eram traduzidos noutros países como França e Alemanha.

No universo da literatura infantil, é publicada “Uma flor chamada Maria”, de Alves Redol, “A flor azul”, de Ilse Losa, “Figuras e figuronas”, de Maria Alberta Menéres, e “Histórias com juízo”, de Mário Castrim, para além da tradução de alguns volumes da coleção “Anita”. A cultura literária sofreu também perdas, foi o caso dos escritores António Sérgio, Alves Redol, José Régio, Manuel Mendes e Mário Sacramento, que morreram em 1969, ano em que circulavam no país 30 jornais diários.

Da literatura para a televisão, Simone de Oliveira venceu o Festival da Canção com “Desfolhada”, estreia-se o primeiro talk show da televisão em Portugal, com o nome “Zip-Zip”, apresentado por Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado. Foi este programa televisivo que deu a conhecer ao país cantores como Francisco Fanhais e Manuel Freire. Zeca Afonso editou “Contos velhos, rumos novos” e Amália Rodrigues cantou na Rússia.

No desporto, o Benfica destacou-se por vencer o campeonato e a Taça de Portugal, e Joaquim Agostinho por alcançar o 8.º lugar na Volta a França em bicicleta. Todos estes acontecimentos vão ser revividos na exposição “O ano de 1969”, através de filmes, publicidade, emissões filatélicas e de numismática, livros, manuscritos, brinquedos, entre muitas outras peças originais, revela a BNP.

Esta mostra servirá também para assinalar um outro acontecimento desse ano: a inauguração do edifício da Biblioteca Nacional no Campo Grande, a 10 de abril.

Esta exposição resulta de uma parceria da biblioteca com vários museus – do Brinquedo, da Casa da Moeda, da Miniatura Automóvel, do Benfica -Cosme Damião, de Lisboa e do Sporting -, mas também com a RTP, com o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e com a Fundação Portuguesa das Comunicações.

A entrada é gratuita e a exposição pode ser visitada até 13 de setembro, todos os dias úteis da semana entre as 9h30 e as 1930, e ao sábado até às 17h30.

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Maria João Avillez
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Se alguém procedesse à contabilidade dos estragos de dimensão nacional pelo “deixa andar–esqueci-me–tanto faz–logo se vê–espera-se um bocadinho–não há-de ser nada”, chegaria a resultados devastadores.

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