A primeira sensação que se tem perante o novo SUV da Audi é que o Q3, na mais recente geração, foi revisto e ampliado. Começa por ganhar 9,6 cm em comprimento, com a distância entre eixos a ser responsável pela maior fatia dessa evolução (7,7 cm), o que deixa antever mais espaço para quem se senta atrás. O que faz sentido, pois a introdução do Q2 obrigou a Audi a puxar o Q3 para cima. Mas o SUV não é apenas maior, parece igualmente mais desportivo e elegante, com a responsabilidade aqui a poder ser atribuída ao facto de ser mais largo (1,8 cm) e mais baixo (5 mm).

Conduzimos o novo Q3 durante uma centena de quilómetros, o que nos permitiu constatar que a qualidade interior evoluiu em paralelo com o incremento de dimensões, com um design interior mais moderno e com óbvio ar de família face aos modelos mais recentes deste construtor.

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Também a insonorização melhorou, pois em auto-estrada o ruído de rolamento é agora menor, bem como os barulhos aerodinâmicos. Mas o que nos cativou mais foi o incremento da versatilidade, tudo à custa do assento posterior, que regula longitudinalmente 15 cm, o que lhe permite recuar para privilegiar ainda mais o espaço para acomodar as pernas de quem se senta atrás, para quando se vai às compras avançar, incrementando o espaço na bagageira, que salta dos originais (e interessantes) 530 litros, para uns ainda mais entusiasmantes 620 litros.

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Com uma estética mais atraente e uma grelha de maiores dimensões e conferir-lhe um ar mais possante, o novo Q3 é contudo bastante conservador no que respeita às motorizações que adopta, a montar apenas um motor a gasolina e dois a gasóleo. O primeiro é o 35 TFSI, que recorre à unidade 1.5 sobrealimentada com 150 cv, enquanto as motorizações a gasóleo deitam mão ao conhecido 2.0 TDI, que na versão de 150 cv recebe a denominação 35 TDI, para se assumir como 40 TDI quando fornece 190 cv.

Tracção integral, a tradicional quattro, só está disponível na versão mais possante a gasóleo (Q3 40 TDI), como parte do equipamento de série, para a caixa S-Tronic, automática de dupla embraiagem e sete velocidades, equipar todos os modelos de série, à excepção do pequeno 1.5, em que é possível optar, em alternativa, pela mais barata caixa manual de seis velocidades. Além do asfalto, experimentámos também o Q3 em pisos de terra, um estradão bastante civilizado, mas o suficiente para confirmar que o conforto não foi beliscado e que a solução quattro é apenas necessária para situações mais extremas. Todos os motores fornecem potência mais que suficiente para manter ritmos que colocarão problemas nos controlos de velocidades, com suficiente força a baixo regime para assegurar um bom funcionamento da caixa automática, que assim não necessita de estar constantemente a trocar de mudança sempre que o condutor faz variar ligeiramente a pressão que exerce no acelerador.

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O novo Audi Q3 está disponível em três níveis de equipamento, arrancando no base, para depois subir para o Advanced, mais luxuoso, e o S-Line, o mais oneroso e com uma componente mais desportiva. O Q3 mais acessível é o 35 TFSI de 150 cv a gasolina, com o nível de equipamento base, proposto por 42.000€, com a caixa S-Tronic a exigir mais 2.070€. O nível Advanced implica um investimento adicional próximo dos 1.900€, para o S-Line se posicionar 1.000€ mais acima, em relação ao Advanced.

O turbodiesel mais acessível, o Q3 35 TDI, exige um mínimo de 49.000€, sendo difícil compensar nos gastos com o consumo o investimento adicional de 7.000€ no momento da aquisição – excepção feita para os devoradores de quilómetros -, quando comparado com a versão com a mesma potência a gasolina, que nos pareceu igualmente agradável de conduzir e substancialmente mais silenciosa.  A versão mais potente e cara no Q3 é o 40 TDI quattro , com 190 cv, quatro rodas motrizes e um preço de 60.000€, isto na versão base, pois o 40 TDI quattro S-Line é comercializado por 62.850€.

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Pena é que a Audi não tenha achado importante incluir desde já versões híbridas, ou até híbridas plug-in, que certamente agradariam aos clientes em busca de versões electrificadas, que usufruindo de vantagens fiscais, tornassem as versões a gasolina mais competitivas face aos diesel.