Angola

João Lourenço fala em nova era com “gestão totalmente transparente” no petróleo

O Presidente de Angola diz que o país atravessa uma "nova era" na área do petróleo e gás que resulta da implementação de uma "gestão totalmente transparente nos concursos públicos".

ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente de Angola, João Lourenço, assegura que o país atravessa uma “nova era” na área do petróleo e gás que resulta da implementação de uma “gestão totalmente transparente nos concursos públicos”.

“Nos últimos tempos, mudámos a nossa política de gestão de recursos energéticos, como o petróleo e o gás, para que sirvam melhor os interesses do país e dos investidores”, afirmou o Presidente angolano, numa mensagem colocada no site da organização da conferência Internacional ‘Angola Oil & Gas 2019’, que decorre de 4 a 6 de junho em Luanda.

“Esta nova era no petróleo e no gás é resultado de Angola ter adotado uma gestão totalmente transparente nos concursos públicos e criado uma agência nacional concessionária dos recursos petrolíferos do país”, acrescentou o chefe de Estado, na mensagem de vídeo criada exclusivamente para promover a conferência, durante a qual serão lançados os concursos para os poços marginais de petróleo angolanos.

“A Sonangol está a ser reestruturada para se focar na produção, refinação e distribuição de produtos petrolíferos e de gás natural”, referiu o Presidente na mensagem, argumentando que o país “está a aplicar as melhores práticas internacionais num setor fundamental para a economia nacional”.

Na mensagem que surge no final da semana em que Carlos Saturnino foi substituído no cargo de presidente da Sonangol por Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, João Lourenço admitiu que o petróleo “é ainda o motor da atividade económica”, mas salientou a necessidade de “diversificar a economia”.

A conferência ‘Angola Oil & Gas’ decorre de 4 a 6 de junho no Centro de Convenções Talatona, em Luanda e é organizada pela empresa Africa Oil & Gas.

Em entrevista recente à Lusa, o diretor-geral desta empresa disse que “Angola tem uma escolha difícil pela frente, porque não consegue diversificar se não estiver a investir em petróleo e gás, mas pode diversificar dependendo menos das receitas, garantindo que os recursos são refinados localmente, que o gás não é simplesmente exportado através de um gasoduto ou numa plataforma de Gás Natural Liquefeito, mas sim usado localmente para a indústria petroquímica e geração de energia”.

Angola “tem uma oportunidade de conseguir as duas coisas ao mesmo tempo, que passa pelo aumento das receitas do petróleo e gás, mas também por estimular a diversificação e transferir essas receitas para os setores relacionados, como a indústria, a geração de energia e a manufatura, sendo que uma mensagem chave é garantir que o capital fica no país para benefício da população”, defendeu Guillaume Doane.

Para Doane, o objetivo principal da conferência é “ser um catalisador para o investimento em petróleo e gás num país que mudou muito e que será apresentado aos investidores como uma nova e revitalizada Angola”.

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