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Atriz de “Agents of S.H.I.E.L.D.” diz que série integra aspetos que refletem realidade

A sexta temporada de "Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D.", que se estreou este fim de semana nos EUA, vai incluir comentário social e ligação à atualidade.

ETIENNE LAURENT/EPA

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  • Agência Lusa

A sexta temporada de “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.”, que se estreou este fim de semana nos EUA, vai incluir comentário social e ligação à atualidade, disse à Lusa a atriz Natalia Cordova-Buckley, que interpreta a heroína Yo-Yo.

“A série integra aspetos que refletem a nossa realidade e gosto muito disso”, afirmou a atriz, cuja personagem é uma heroína colombiana que iniciou a sua jornada em rebeldia contra as estruturas hierárquicas.

“Gosto que os produtores executivos e os escritores se arrisquem e façam comentário social na série”, adiantou, referindo que tal é feito com subtileza e não de forma agressiva. “Não precisamos de mandar vir com o presidente nem ser óbvios e assim abandonar a arte e tornar-nos ativistas”, considerou.

A nova temporada de “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.” começa um ano após a morte do protagonista agente Coulson, interpretado por Clark Gregg.

Natalia Cordova-Buckley disse que a sua personagem vai entender “que há sempre um cenário maior” e em prol do bem comum é necessário “deixar de lado as opiniões [pessoais]”.

Elena ‘Yo-Yo’ Rodriguez, conhecida como “Fisga” devido ao poder de velocidade sobre-humana, decide ser mais diplomática e tornar-se oficialmente uma agente S.H.I.E.L.D.

A atriz explicou que várias características de Yo-Yo, que passou a ser uma personagem regular da série na quinta temporada, foram influenciadas pela reação dos fãs.

“Eu estava tão feliz a filmar as cenas de ação que tinha um enorme sorriso estampado na cara, e os fãs notaram isso e disseram que gostavam do facto de ela desfrutar dos seus poderes”, exemplificou a atriz mexicana, referindo também que a herança hispânica é um fator importante.

A audiência na América Latina, em especial no México, “sente-se representada” pela super-heroína latina, algo que é pouco comum no universo da Marvel.

“Uma das coisas favoritas é estar numa série que é tão grande internacionalmente”, afirmou. “Por causa da resposta dos fãs, comecei a introduzir essas pequenas coisas na minha personagem e sempre que ela vai lutar tem um grande sorriso na cara”.

A série, cuja sexta temporada se estreia em Portugal no verão, é conhecida por ter uma base de fãs sólida, com números constantes apesar de relativamente baixos: arrecadou 2,5 milhões de espectadores na estreia e 1,9 milhões na final da quinta temporada.

O sucesso de “Vingadores: Endgame” nos cinemas poderá impulsionar o interesse pela nova temporada da série, já que se trata do mesmo universo.

“Estamos no mesmo mundo que os Vingadores e os filmes, mas temos as nossas histórias”, explicitou a atriz. “Há um entendimento de o que quer que seja que eles estejam a lutar, nós apoiamos a um nível mais local”.

Natalia Cordova-Buckley referiu que a sua definição de S.H.I.E.L.D. é “um grupo de pessoas a lutarem pela humanidade”, sendo que nem todos são super-heróis.

“No âmago disto, o superpoder para todos é o nosso amor uns pelos outros e pela humanidade”, algo que se reflete de forma positiva e pode transparecer para a realidade.

“Se podemos fazê-lo em televisão, podemos fazê-lo na vida real e dar passos para garantir que é pelo benefício de todos”, disse a atriz. “Essa mensagem é o maior sucesso da série”.

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