Rádio Observador

Condução Autónoma

Uber não se entende sobre o futuro dos automóveis

A Uber quer automóveis sem condutor e rapidamente, para melhorar a rentabilidade, mas não se entende quanto à tecnologia. Se a empresa defende um rumo, o “pai” da sua solução autónoma defende outro.

O futuro do sistema de transportes que a Uber proporciona passa pela oferta de veículos sem condutor, o que lhe permite livrar-se da por vezes problemática interacção entre condutor e clientes e, sobretudo, eliminar os custos devidos ao próprio condutor, mais “pesados” do que o próprio veículo.

Mas a realidade é que a Uber tem o passado mais complicado entre todas as empresas que se dedicam aos veículos autónomos. A começar pelo facto de ter sido condenada por aproveitamento de tecnologia roubada à Google (Waymo). Entre este caso complicado, já decidido pelo tribunal, e uma série de acidentes e ‘fintas’ ao legislador, a empresa de transportes que se estreou na passada semana na bolsa de Nova Iorque parece dividida sobre a melhor forma de retirar o condutor dos seus veículos de ride-sharing.

Elon Musk, o CEO da Tesla, anunciou há dias que os seus veículos irão estar em condições de oferecer um sistema de condução autónomo até finais de 2020, o que não só vai permitir uma deslocação mais relaxada aos seus clientes – quando esta solução sem condutor for considerada legal –, como irá potenciar os robotáxis, a tal solução que a Uber igualmente persegue.

O anúncio do CEO da Tesla originou uma reacção do CEO da Uber, com Dara Khosrowshahi a comentar que “acha demasiado optimista a calendarização” do seu colega Musk, afirmando ainda que a abordagem da Uber “é mais conservadora no que diz respeito aos sensores e mapeamento”. O que essencialmente significa que não acredita na condução autónoma assente apenas em radares, câmaras e software inteligente, dando preferências aos LiDAR (na prática um radar com recurso a raios laser) e mapas em alta definição, exactamente a mesma tecnologia que a Waymo utiliza.

O curioso é que, quase em simultâneo com as declarações de Khosrowshahi, Anthony Levandowski, fundador da Otto e da divisão de condução autónoma na Uber defendeu exactamente o contrário em relação ao Autopilot da Tesla com capacidade autónoma, louvando a sua eficiência, como pode ver aqui:

Também Lex Fridman, investigador e cientista no Massachusetts Institute of Technology (MIT), cuja especialidade é exactamente inteligência artificial centrada no homem e nos veículos autónomos, é da opinião que a Tesla está surpreendentemente avançada neste domínio. Defende Fridman que “a solução para o futuro dos carros sem condutor é o software, pelo que devemos deixar que os engenheiros de software liderem o desenvolvimento”. Veja aqui uma entrevista ao especialista do MIT, conduzida pelo irreverente Joe Rogan (e salte directamente para o minuto 23, depois para o 31 e para o 43):

Comparador de carros novos

Compare até quatro, de entre todos os carros disponíveis no mercado, lado a lado.

Comparador de carros novosExperimentar agora

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)