Cinema

Dez filmes do Festival de Cannes que vamos querer ver

Jim Jarmusch, Tarantino, Almodóvar e Werner Herzog são alguns dos realizadores com filmes em Cannes este ano, escolhidos por Eurico de Barros para esta selecção que queremos ver nos nossos cinemas.

Autor
  • Eurico de Barros

O 72º Festival de Cannes abre esta terça-feira, prolongando-se até dia 25. Depois de percorrermos as várias secções do certame, oficiais e paralelas, da Competição à Quinzena dos Realizadores, selecionámos uma dezena de filmes que queremos muito ver, alguns dos quais já têm data de estreia em Portugal.

“The Dead Don’t Die”

De Jim Jarmusch

É a vez de Jim Jarmusch se atirar aos filmes de “zombies” com esta comédia de terror passada na cidadezinha de Centerville, onde os mortos começam a sair inesperadamente das suas sepulturas. Bill Murray, Adam Driver e Chloe Sevigny interpretam o impassível xerife local e os seus dois ajudantes, respetivamente. Também com Steve Buscemi, Iggy Pop, Tom Waits, Carol Kane e Selena Gomez. (Competição; estreia-se em Portugal a 20 de Junho)

“Era Uma Vez… em Hollywood”

De Quentin Tarantino

Em Hollywood, em 1969, no auge do frenesim contracultural e nos anos do fim de uma era de ouro do cinema americano, Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um ator que teve uma série “western” de sucesso na televisão, mas não conseguiu fazer uma boa transição para o cinema, e o seu “duplo”, Cliff Booth (Brad Pitt), tantam manter-se à tona na indústria. O novo filme de Quentin Tarantino é uma carta de amor a uma Hollywood desaparecida, e mistura personagens de ficção com outras reais, caso de Sharon Tate, Steve McQueen, Bruce Lee ou Charles Manson. (Competição; estreia-se em Portugal a 8 de Agosto) 

“Dor e Glória”

De Pedro Almodóvar

O mais recente filme de Almodóvar combina ficção e autobiografia, tendo o realizador espanhol admitido estar “emocionalmente nu” nele. Antonio Banderas (“o meu Mastroianni”, como Almodóvar lhe chama”) interpreta um realizador melancólico e “alter ego” do autor de “Mulheres à Beira” de um Ataque de Nervos”, numa história sobre o amor, a dor e a reconciliação, que conta também com Penélope Cruz, Julieta Serrano e Leonardo Sbaraglia. (Competição; estreia-se em Portugal a 5 de Setembro) 

“Bacurau”

De Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Depois de “Aquarius”, em 2016, o brasileiro Kleber Mendonça Filho traz à Competição de Cannes este “Bacurau”, filmado a meias com Juliano Dornelles. Sónia Braga e Udo Kier são os principais intérpretes desta fita passada no sertão brasileiro. Pouco após a morte da sua mais velha habitante, os moradores de um remoto povoado chamado Bacurau, descobrem que a comunidade deixou de constar em qualquer mapa. (Competição)

“Frankie”

De Ira Sachs

Inteiramente rodado em Sintra pelo autor de “O Amor é uma Coisa Estranha” e “Homenzinhos”, “Frankie” é interpretado por Isabelle Huppert, Marisa Tomei, Greg Kinnear, Brendan Gleeson e Jérémie Renier. A história centra-se em três gerações de uma família que, durante um dia de visita a Sintra, passam por uma experiência que irá mudar a vida de todos. O diretor de fotografia é o português Rui Poças e Márcia Breia e Carlotto Cota também constam do elenco desta produção independente entre França, Bélgica, Portugal e os EUA. (Competição)

“Jeanne”

De Bruno Dumont

Depois de em 2017 ter realizado “Jeannette, l’Enfance de Jeanne d’Arc”, uma versão musical e formalmente muito radical, da infância de Joana D’Arc baseada numa peça de Charles Péguy, que foi aplaudida e execrada em França e teve uma montagem para televisão e outra para cinema, Bruno Dumont apresenta em Cannes a sua continuação, “Jeanne”, que segue a heroína até à sua execução por heresia. A jovem Lise Leplat Prudhomme continua no papel principal. (Un Certain Regard)

“La Famosa Invasione degli Orsi in Sicilie”

De Lorenzo Mattotti

O cinema de animação marca mais uma vez presença no Festival de Cannes graças ao italiano Lorenzo Mattotti, que adapta nesta longa-metragem um livro do seu compatriota Dino Buzzati, ilustrado pelo próximo e publicado em 1945. O filho do rei dos ursos é capturado por caçadores, e estes rumam ao mundo dos homens na esperança de o recuperar. Começa então um confronto entre os ursos e o Grão-Duque da Sicília, que os animais vão ganhar, com a ajuda de um mágico que aquele havia banido. (Un Certain Regard)

“Diego Maradona”

De Asif Kapadia

Em 2008, Diego Armando Maradona foi retratado por Emir Kusturica no documentário “Maradona by Kusturica”, então apresentado no Festival de Cannes. O lendário e controverso futebolista argentino regressa este ano ao festival em “Diego Maradona”, de Asif Kapadia, o realizador dos magníficos “Senna” e “Amy”, que conseguiu entrevistar o seu novo biografado e teve acesso a um documentário de 1981 que nunca chegou a ser estreado, rodado quando Maradona foi jogar para Itália, no Nápoles. (Fora de Competição)

“Family Romance, LLC”

De Werner Herzog

O regresso à ficção de Werner Herzog depois de uma série de documentários faz-se com este filme dramático sobre um japonês que abriu um negócio muito peculiar: ele aluga-se para fazer o papel de outras pessoas, especialmente em situações familiares. “Family Romance, LLC” foi rodado em Tóquio, e o protagonista, cuja empresa dá título à fita, vai ter que passar pelo pai de uma menina cujo verdadeiro progenitor está desaparecido. (Sessões Especiais)

“Wounds”

De Babak Anvari

O iraniano Babak Anvari deu nas vistas em 2016, com um original filme de terror chamado “Under the Shadows”, rodado na Jordânia, e no qual uma família de Teerão é atacada por uma entidade maléfica, durante os agitados anos da revolução islâmica, após a queda do Xá. Anvari leva agora a Cannes mais um filme de terror, “Wounds”, este rodado no Ocidente e interpretado por Armie Hammer e Dakota Fanning. O enredo passa-se em Nova Orleães e gira em redor de uma chamada telefónica que desencadeia uma série de horrores. (Quinzena dos Realizadores)

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