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Petróleo

ENI anuncia nova descoberta de petróleo no Bloco 15/06 no “offshore” de Angola

A ENI anunciou ter descoberto um novo poço de petróleo em águas profundas no Bloco 15/06, em Ndungu. Trata-se da quarta perfuração em que obtém sucesso no bloco, depois de Kalimba, Afoxé e Agogo.

O resultado da recolha intensiva de dados indica que poderá obter-se uma capacidade de produção de 10.000 barris por dia

MARTIN LANGER / GREENPEACE HANDOUT/EPA

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  • Agência Lusa

A petrolífera italiana ENI anunciou esta terça-feira ter descoberto um novo poço de petróleo leve em águas profundas no Bloco 15/06, em Ndungu, estimado em 250 milhões de barris, e que aparenta ter potencial para a exploração comercial.

Num comunicado, a ENI lembra tratar-se da quarta perfuração em que obtém sucesso no bloco, depois de Kalimba, Afoxé e Agogo.

A ENI detém 36,8421% da parceria no bloco 15/06, o mesmo valor da petrolífera estatal angolana Sonangol P&P, contando ainda com a SSI Fifteen Limited (26,3158%), com as três empresas a garantir que vão acelerar o processo para o desenvolvimento da extração e produção.

O poço de Ndungi-1 NFW está localizado a poucos quilómetros do centro da ENI na área e foi perfurado a uma profundidade de 1.076 metros, a que se seguiu uma pesquisa até aos 4.050 metros, onde o crude foi encontrado.

Segundo a ENI, o poço contém uma bacia de 65 por 45 metros de crude de alta qualidade, integrado numa zona de pedras de areia de oligoceno, com “excelentes propriedades petrofísicas”.

O resultado da recolha intensiva de dados indica que poderá obter-se uma capacidade de produção de 10.000 barris por dia.

Localizado a cerca de dois quilómetros do campo de Mpungi, o novo poço pode ver a sua produção acelerada face à proximidade do sistema de produção que a petrolífera mantém na zona.

O poço de Ndungi é o quarto de natureza comercial descoberto pela ENI desde o início da exploração conjunta do Bloco 15/06 relançada em meados de 2018.

Segundo a ENI, os quatro poços, juntos, contêm uma capacidade estimada em 1.400 milhões de barris de petróleo, embora indique que, com estudos mais aprofundados, a previsão possa aumentar.

“Estas descobertas importantes voltam a demonstrar o grande potencial do bloco e a eficiência das tecnologias que a ENI tem estado a utilizar na exploração do Bloco 15/06”, lê-se no documento da petrolífera italiana.

Angola é um parceiro estratégico da ENI para o crescimento da petrolífera italiana, que opera no país desde 1980 e que mantém, atualmente, uma produção diária de cerca de 150.000 barris de crude ou equivalente.

A ENI, que opera também no Bloco Norte do offshore de Cabinda, tem dois outros projetos em desenvolvimento no Bloco 15/06.

A 15 de março último, em Milão, o presidente executivo da petrolífera italiana ENI, Cláudio Descalzi, salientou que Angola é “um grande exemplo do modelo de exploração e de aplicação da tecnologia”, salientando que os poços Kalima, Afoxé e Agogo podem entrar em produção em três anos.

“O Bloco 15/06 é um grande exemplo do nosso modelo de exploração; até agora perfurámos 21 poços com uma taxa de sucesso de 86%, descobrindo mais de 4 mil milhões de barris com uma produção de mais de 150 mil barris por dia”, disse então Descalzi ao apresentar a estratégia da empresa para os próximos três anos.

“Nos últimos meses, fizemos três grandes descobertas de óleo leve, em Kalima e Afoxé, estimamos ter 400 a 500 milhões de barris, e há algumas semanas descobrimos um novo gigante em Angola, que pode conter até 650 milhões de barris”, disse o líder da petrolífera.

“Vamos acelerar o desenvolvimento destes novos poços usando as instalações atuais”, acrescentou Claudio Descalzi, na parte da intervenção que incidiu sobre Angola.

O campo Kalimba foi descoberto em junho do ano passado a sudeste do Bloco 15/06, e pode ter até 300 milhões de barris de óleo leve, ao passo que o Afoxé foi encontrado já em dezembro, na mesma zona, e pode ter até 200 milhões de barris.

O de Agogo foi descoberto a 13 de março deste ano e tem uma capacidade estimada entre os 450 e os 650 milhões de barris.

A nível mundial, a petrolífera italiana espera aumentar a produção em 3,5% por ano durante os próximos três anos, apontando como meta a neutralidade das emissões de carbono resultante das suas atividades até 2030.

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