Conflitos

Fragata espanhola deixa frota de porta-aviões dos EUA por risco de confronto com Irão

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O ministério espanhol retira a fragata que fazia parte da frota do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln e diz que é uma "medida temporária de retirada enquanto se encontrar naquela zona".

ROMAN RIOS/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Espanha retirou temporariamente uma fragata que fazia parte da frota do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, estacionado no Médio Oriente na sequência do aumento de tensões entre Washington e Teerão, anunciou esta terça-feira o ministério espanhol da Defesa.

“Por enquanto, a fragata Mendez Nuñez deixou o grupo de combate do USS Abraham Lincoln”, disse o porta-voz do ministério.

“Trata-se de uma medida temporária de retirada, decidida pela ministra da Defesa, Margarita Robles, enquanto o porta-aviões se encontrar naquela zona”, acrescentou.

“A fragata espanhola integrou o grupo de combate para exercícios, não havia qualquer previsão de confrontos ou ações beligerantes e, por isso, a sua participação foi suspensa”, explicou.

Os Estados Unidos anunciaram em 5 de maio que iriam enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força de bombardeiros para o Médio Oriente em resposta a uma “ameaça credível” da parte de Teerão.

Washington referiu na sexta-feira que um navio de transporte de veículos, nomeadamente anfíbios, e uma bateria de mísseis Patriot, se irá juntar à frota do USS Abraham Lincoln.

Segundo o jornal espanhol El País, o USS Abraham Lincoln dirige-se atualmente para o estreito de Ormuz, para entrar no golfo que separa o Irão da península arábica.

A tensão entre Washington e Teerão tem-se agravado na última semana, depois de o Irão ter suspendido partes do acordo de 2015 relativo ao seu programa nuclear.

Teerão anunciou a suspensão do acordo um ano após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter desistido deste acordo e imposto sanções aos iranianos.

O Plano Conjunto de Ação (ou Joint Comprehensive Plan of Action – JCPOA -, em inglês) é um acordo firmado a 14 de julho de 2015 em Viena pelo Irão e pelos países com assento no Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, e que visa restringir a capacidade do Irão de desenvolver armas nucleares.

Teerão também lançou um ultimato aos europeus, ainda ligados ao acordo, dando-lhes dois meses para garantir a normalização dos setores do petróleo e bancário do Irão, que sofrem com as sanções impostas pelos EUA.

Caso contrário, a República islâmica vai desistir de outras restrições impostas ao seu programa nuclear.

Os países europeus rejeitaram esse ultimato do Irão.

Na segunda-feira à noite, o jornal norte-americano New York Times noticiou que o secretário de Estado norte-americano interino da Defesa, Patrick Shanahan, apresentou, na semana passada, um plano segundo o qual cerca de 120 mil homens poderão ser enviados para o Médio Oriente se o Irão atacar as forças dos Estados Unidos.

No domingo e na segunda-feira, Riade e Abu Dhabi, dois aliados de Washington, afirmaram terem sido registados “atos de sabotagem” sobre quatro navios — dois sauditas, um dos Emirados Árabes Unidos e outro norueguês — no golfo de Omã, aumentando ainda mais a tensão.

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