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Hospital de Cascais nega “envolvimento no falseamento de quaisquer resultados clínicos”

O Conselho de Administração do Grupo Lusíadas afirma que o "Hospital de Cascais repudia e nega qualquer envolvimento no falseamento de resultados clínicos ou de algoritmos de sistema de triagem".

Um grupo de antigos e atuais profissionais do Hospital de Cascais acusou a administração de falsear resultados clínicos e algoritmos do sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas que são pagas à parceria público-privada

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O Hospital de Cascais negou esta terça-feira “qualquer envolvimento no falseamento de quaisquer resultados clínicos ou de quaisquer algoritmos de sistema de triagem” e anunciou que vai averiguar a sua veracidade.

Um grupo de antigos e atuais profissionais do Hospital de Cascais acusou a administração de falsear resultados clínicos e algoritmos do sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas que são pagas à parceria público-privada, segundo uma reportagem divulgada na segunda-feira à noite, pela SIC.

Atuais e ex-funcionários ouvidos no âmbito da reportagem denunciam que eram impelidos a aligeirar sintomas ou o caso de doentes, para que os algoritmos da triagem de Manchester dessem uma cor de pulseira verde em vez de amarela, por exemplo, para que os tempos máximos de espera não fossem ultrapassados. A triagem de Manchester define, através de cores, a prioridade dos doentes em urgência.

A SIC relatou que as denúncias em relação ao Hospital de Cascais já chegaram à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e ao Ministério Público.

Em comunicado, o Conselho de Administração do Grupo Lusíadas (que detêm a unidade hospitalar numa parceria público-privada) afirma que o Hospital de Cascais “não tem conhecimento de quaisquer denúncias efetuadas por quaisquer profissionais a quaisquer entidades judiciais ou extrajudiciais, nomeadamente ao seu conselho de administração”.

Por outro lado, afirma que o “Hospital de Cascais repudia e nega formalmente qualquer envolvimento no falseamento de quaisquer resultados clínicos ou de quaisquer algoritmos de sistema de triagem”.

Contudo, acrescenta, que, tendo em consideração que os factos relatados na reportagem, “a terem ocorrido, se referem a comportamentos individuais, o Grupo Lusíadas irá proceder à aferição da veracidade dos mesmos e no caso de haver comportamentos inadequados, de proceder à implementação das correspondentes ações corretivas”.

O hospital refere ainda que “respeita a independência e idoneidade técnica dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de triagem, de tratamento dos doentes e de codificação clínica” e explica que “os processos internos de triagem do Hospital de Cascais são auditados regularmente por equipas de auditoria internas certificadas e anualmente pelo Grupo Português de Triagem”.

Segundo a administração do hospital, “o processo interno de codificação clínica do Hospital de Cascais é baseado nas melhores práticas e visa assegurar a melhor prestação de cuidados de saúde aos doentes, sendo executado por diferentes intervenientes médicos, dotados de total autonomia técnica e devidamente habilitados para o efeito”.

Por outro lado, garante, a atividade do hospital é ainda auditada anualmente pela Entidade Pública Contratante, reiterando o Conselho de Administração do Grupo Lusíadas “toda a confiança nos profissionais de saúde que diariamente prestam cuidados de saúde à população servida pelo Hospital de Cascais.

O incumprimento dos tempos de espera pode fazer o hospital incorrer em penalizações financeiras.

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