Arquitetura

O futuro de Notre Dame terá telhados de vidro? Conheça algumas propostas para o restauro da catedral

O PM francês Édouard Philippe diz que será uma enorme "responsabilidade histórica" renovar a catedral mas isso não demoveu centenas de ateliers a apresentarem propostas para a reconstrução.

A proposta do estúdio belga Miysis

Ilustração do estúdio Miysis)

Arquitetos do mundo inteiro já começaram a partilhar as suas visões sobre como deverá ser o futuro de Notre Dame, a histórica catedral francesa cujo teto ardeu há quase um mês. Num artigo do The Washington Post são apresentadas algumas das propostas de renovação já apresentadas e cada vez é mais claro que as tradições do século XVIII vão dar lugar a influências do XXI.

Édouard Philippe, o primeiro-ministro francês, lançou um concurso internacional para possíveis projetos de reconstrução do telhado que foi consumido pelas chamas. “Isto é obviamente um desafio enorme, uma responsabilidade histórica”, explicou o governante gaulês no mês passado, quando lançou o pedido por projetos “adaptados à tecnologia e desafios dos nossos tempos”.

“O resultado ideal seria uma combinação respeitosa entre o velho dominante e o melhor do novo”, explicou ao Post o arquiteto britânico Norman Foster, que no seu portefólio conta com a remodelação do Reichstag alemão. Foster assumiu que não tinha intenção de apresentar uma proposta mas muitos outros são de opinião diferente.

A maior parte das apostas já conhecidas foram divulgadas através das redes sociais e parecem querer transformar o sótão que antes estava repleto de vigas de madeira (que lhe valeram a alcunha de “a floresta”) num labirinto de aço e vidro. Alguns até propuseram que o telhado seja transformado num espaço público ao jeito de um miradouro.

Ainda faltam vários meses para a decisão sobre o futuro de Notre Dame ser tomada, tanto que os peritos ainda continuam a avaliar a extensão dos danos causados pelas chamas. Mesmo assim, é certo que mal seja anunciado o vencedor deste concurso começam as obras, tudo para que seja cumprido o ambicioso prazo de cinco anos até à reabertura da catedral que Emmanuel Macron estipulou.

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