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Estado de saúde do militar que sofreu golpe de calor agrava-se

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O estado de saúde do militar que esta terça-feira sofreu um golpe de calor no campo de Santa Margarida agravou-se. O soldado será transferido ainda esta manhã para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O estado de saúde do militar que esta terça-feira sofreu um golpe de calor durante um exercício no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, agravou-se. O soldado será transferido ainda esta manhã para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa, confirmou ao Observador a major Elisabete Silva: “A avaliação clínica efetuada hoje de manhã aconselhou a transferência para Lisboa, houve um agravamento da situação analítica”. Questionada sobre se o militar, de cerca de 20 anos, corre ou não risco de vida, a porta-voz do Exército não respondeu.

O soldado português, um dos 141 militares na sexta e última semana de um curso de promoção para cabos, foi vítima de um golpe de calor ao final da tarde desta terça-feira, praticamente no fim de uma prova topográfica de 9 quilómetros. “Sentiu-se mal e sentou-se, o camarada acionou logo o pedido de ajuda. Foi socorrido de imediato, primeiro pela equipa médica que estava presente no campo, com ambulância, para dar apoio ao exercício, e depois por uma equipa civil”, explica a major.

O exercício, contextualizou ainda a major Elisabete Silva, já tinha sido realizado pela turma, antes e durante este curso. “Estavam a fazer um percurso de orientação com carta militar e coordenadas. Não foi um percurso longo, eram 9 quilómetros e o exercício foi feito só durante a tarde. Isto é feito de forma rotineira entre os militares, um militar conseguir orientar-se em todo o terreno, a pé ou em viatura, faz parte da nossa operacionalidade. As lesões normais numa prova destas são entorses, bolhas nos pés ou arranhões, uma situação destas nunca tinha acontecido. Até porque é o próprio militar que gere o seu esforço. Estamos a tentar perceber o que se passou.”

Para a prova, que decorria em parelha e estaria, segundo o Exército, a ser acompanhada no terreno pela cadeia de comando, os soldados estavam equipados de “forma aligeirada”, explica a major. Ou seja, sem mochila ou capacete, mas devidamente fardados, com arma, cinturão com carregadores e cantil. “Para além disso tinham ainda, por parelha, uma garrafa de um litro e meio de água, alimentação — bolachas e doces –, e um telemóvel, para usarem em caso de urgência, caso se perdessem ou lesionassem.”

A representante do Exército assegurou ainda que o acesso a água durante o percurso foi garantido em três pontos de abastecimento fixos e assinalados nas cartas militares.

Questionada sobre se o agendamento de exercícios do género tem em conta as condições meteorológicas, a major Elisabete Silva explicou que essa avaliação é sempre feita — e que o facto de terem sido disponibilizados três pontos de água em vez de dois ou um se deveu exatamente a essa avaliação. Ainda assim, garantiu também que faz parte das competências dos militares do Exército estarem aptos para intervir em qualquer situação, ressalvando que as condições climatéricas previstas para esta terça-feira na zona de Constância não eram assim tão adversas: “Estava muito calor mas não era proibitivo. E a própria prova não era de uma exigência física que obrigasse ao cancelamento”.

Foi aberto um processo de averiguação para se perceber ao certo o que aconteceu. A família do militar está a receber acompanhamento psicológico por parte do Exército, que também já disponibilizou alojamento em Lisboa, para que possam acompanhar o soldado, que deverá ser transferido até ao final da manhã desta quarta-feira para o Hospital Curry Cabral.

Notícia atualizada quarta-feira de manhã 

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ilustração de Tânia Pereirinha.
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