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Volkswagen

VW vai mesmo ter uma fábrica de baterias na Europa

Era a peça que faltava no "puzzle" da mobilidade eléctrica da VW. Depois das fábricas e plataformas, eis que o grupo alemão avança para a produção das células de baterias, para se tornar independente.

O Grupo Volkswagen decidiu atirar-se de cabeça para a mobilidade eléctrica, apostando em criar uma gama de veículos eléctricos a bateria, em paralelo com os veículos tradicionais com motores de combustão. Para tal, não olhou a custos e concebeu plataformas específicas para eléctricos, fábricas especializadas em veículos alimentados por bateria e até linhas de produção para fabricar módulos e packs de acumuladores, tantos quantos os necessários para alimentar todas as marcas do grupo. Essencialmente, seguiu as pisadas da Tesla, excepção feita para um simples detalhe: não investiu em fábricas de células de baterias, ao contrário da marca americana, que fez uma parceria com a Panasonic.

A opção da VW em não investir na produção de células, aquilo que verdadeiramente importa numa bateria, pois módulos e packs são apenas caixas de alumínio dentro de outras caixas de alumínio maiores, teve a ver com o facto de os alemães não confiarem na tecnologia actual de acumuladores, não pretendendo por isso investir fortemente em linhas de produção de células de iões de lítio, que poderiam ficar rapidamente desactualizadas.

Entretanto, a marca alemã começou a estar mais por dentro dos meandros dos veículos eléctricos e percebeu que sem baterias não há carros eléctricos e que sem células não há baterias. Daí que, apesar de ter garantido a matéria necessária à produção de células (sobretudo lítio, cobalto, níquel e manganês), bem como contratado cinco fornecedores de células, entre os quais o maior é a LG Chem, a VW continuava demasiado dependente de terceiros para viabilizar o seu negócio – uma situação nada tranquilizadora que nem sequer serviu à Tesla, com uma dimensão ínfima face ao grupo alemão.

Há cerca de um mês, a VW anunciou que tinha chegado a um acordo com a “pequena” SK Innovation, sul-coreana como a LG Chem, para montar uma fábrica de células nos EUA. E apressou-se a alvitrar a possibilidade de fazer o mesmo na Europa, o que deixou a LG Chem à beira de um ataque de nervos, ameaçando mesmo a VW que poderia não cumprir o fornecimento anteriormente acordado, caso fosse preterida face à concorrente SK.

Depois de deixar assentar a poeira, a VW volta à carga e anuncia de novo uma fábrica de acumuladores na Europa, mais precisamente na Alemanha, alocando uma verba de 1000 milhões para o efeito. De caminho, os alemães informaram também que irão ter um parceiro nesse projecto, sem contudo informar qual.

A VW fecha assim o ciclo, isto depois de já ter anunciado uma outra fábrica na Alemanha, esta específica para reclicar baterias e recuperar os materiais necessários à construção de novos acumuladores.

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