De início, o foco das trotinetas eléctricas estava na capacidade de percorrer curtas distâncias em meio urbano, seja a caminho de casa, da escola ou do escritório, num veículo ágil e nada poluente que, uma vez chegado ao destino, o utilizador pudesse dobrar e transportar consigo. Rapidamente começaram a surgir interessados em versões que, além do transporte, pudessem dar algum prazer durante a deslocação, montando motores mais potentes, baterias maiores e idealmente suspensões que suavizassem a tortura quando se atravessa zonas de piso menos bom.

Um dos melhores exemplos das trotinetas eléctricas mais rápidas é a Turbowheel Lightning, produzida pela Ewheels. Em vez de um motor de 250 W, monta dois (um por roda) com 1.000 W em velocidade constante, para depois chegar aos 1.800 W em pico, o que garante uma potência de 3.600 W. Isto resulta numa capacidade de aceleração brutal para um veículo com estas características.

À maior potência corresponde uma também superior capacidade de bateria, com os acumuladores habituais, entre 250 a 300 Wh, a darem lugar a um mais generoso de 957 Wh. Só assim se explica que a autonomia entre recargas suba dos tradicionais cerca de 30 km para 71 km. Mas o que vai certamente aliciar mais clientes é a capacidade da e-scooter da Ewheels atingir 64 km/h, um valor tão elevado que até vai dar azo a que os utilizadores sejam multados por excesso de velocidade em cidade.

A Turbowheel Lightning surpreende ainda pela sofisticação, com suspensão (com um curso muito decente) nas duas rodas, travão de disco à frente e atrás e um duplo sistema de carga, para apressar o processo. Mas este Ferrari das trotinetas tem igualmente os seus defeitos. De momento, ocorre-nos dois: o preço de 1.690 dólares e um peso de 35 kg (em vez dos habituais 12-15kg). Veja aqui o teste realizado pela Electrek, em que o ensaiador admite que se assustou com o potencial do “brinquedo”: