A bolsa nova-iorquina encerrou esta quarta-feira em alta, com a possibilidade de um adiamento do agravamento de taxas alfandegárias punitivas sobre importações automóveis a relegar para segundo lugar indicadores mitigados das economias norte-americana e chinesa.

Estas tarifas alfandegárias são particularmente criticadas na Europa, sobretudo na Alemanha, e a União Europeia já preveniu os Estados Unidos da América que ripostaria.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average a valorizar 0,45%, para os 25.648,02 pontos, e o tecnológico Nasdaq 1,13%, para as 7.822,15 unidades. O alargado S&P500 valorizou 0,58%, para os 2.850,96 pontos.

A evoluir em perda desde o início da sessão, estes três índices emblemáticos inverteram rapidamente o sentido da progressão quando foi noticiada a possibilidade de adiamento da imposição de taxas aduaneiras suplementares a importações automóveis.

O adiamento deve durar 180 dias, adiantaram à AFP duas fontes da indústria. A decisão oficial deve ser anunciada até sábado. Para o mercado acionista, foi um “alívio”, considerou Karl Haeling, da LBBW. Alguns investidores viram assim nestas informações “a esperança de que Trump esteja mais inclinado a um compromisso no dossiê da guerra comercial entre a China e os EUA”, salientou Haeling.

Em todo o caso, considerou espantoso que os investidores se tenham virado esta quarta-feira, em massa, para o mercado obrigacionista, que tende a evoluir no sentido oposto ao acionista. “Claramente, o mercado obrigacionista reagiu mais aos dados económicos ligeiramente menos bons que previstos nos EUA e na China”, observou Haeling.

Na China, o crescimento anual das vendas do comércio retalhista, barómetro do consumo das famílias, caiu em abril para o mínimo de 16 anos. Por outro lado, a produção industrial apresentou uma redução brusca em abril. Nos EUA, a produção industrial recuou 0,5% em abril e registou um fraco desempenho pelo sexto mês consecutivo.