Reino Unido

Boris Johnson pronto para suceder a Theresa May na liderança do Partido Conservador

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O ex-ministro e ardente defensor do Brexit garantiu que vai candidatar-se ao cargo de líder do Partido Conservador e primeiro-ministro caso Theresa May se afaste — ou seja afastada.

Boris Johnson chegou a fazer parte do governo de Theresa May, mas bateu com a porta em desacordo com o seu acordo para o Brexit

LEON NEAL/AFP/Getty Images)

Assim que Theresa May sair, Boris Johnson vai tentar entrar. A garantia partiu do próprio ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico e uma das principais caras da campanha pelo Brexit, numa conferência esta quinta-feira.

A questão surgiu perante a pergunta de uma pessoa na plateia, que lhe terá perguntado se seria candidato à liderança do Partido Conservador. “Claro que vou ser”, respondeu Boris Johnson, de acordo com a BBC.

Esta é, porém, uma movimentação em stand by. A garantia foi dada pela equipa de Boris Johnson à editora de política da BBC, Laura Kuenssberg, naquilo que parece uma tentativa de evitar um mal-entendido que leve a crer que os ex-ministro dos Negócios Estrangeiros está a dias de desafiar Theresa May. Antes pelo contrário: Boris Johnson só estará pronto para dar um passo em frente quando a primeira-ministra der um passo ao lado e deixar o lugar vago.

“A equipa de Johnson diz que ele foi claro ao dizer que (ainda) não há uma vaga, mas confirma que ele disse que certamente se irá candidatar para ser líder do Partido Conservador e primeiro-ministro assim que Theresa May sair”, escreveu aquela jornalista.

Esta não é a primeira vez que Boris Johnson dá sinais de movimentações em direção à liderança dos conservadores britânicos. Em junho de 2016, depois de David Cameron se ter demitido da liderança do partido e também do cargo de primeiro-ministro na sequência do resultado do Brexit, Boris Johnson — que à altura tinha destacado no currículo os oito anos à frente da câmara de Londres — esteve prestes a avançar mas acabou por recuar depois de uma jogada de bastidores que lhe correu mal.

Pouco depois desse episódio, já com Theresa May a liderar o governo que se sucedeu a David Cameron, Boris Johnson aceitou o convite para ser ministro dos Negócios Estrangeiros — tornando-se, desta forma, no mais influente e interventivo defensor do Brexit dentro do executivo britânico. Porém, no verão de 2018, este acabou por apresentar a demissão, após entrar em rota de colisão com Theresa May e o acordo para o Brexit que esta conseguiu junto de Bruxelas.

Desde então, Boris Johnson tem sido uma das principais caras da oposição interna a Theresa May dentro do Partido Conservador (votou contra ela na moção de censura interna do partido, da qual a primeira-ministra saiu vitoriosa) mas ainda assim tem procurado não a comprometer (quando chegou a vez de votar uma moção de confiança com todos os partidos na Câmara dos Comuns).

Esta quinta-feira, os deputados do Partido Conservador estiveram reunidos para discutir a possibilidade de ser feita uma nova moção de censura interna a Theresa May. De acordo com o Politico, é possível que a oposição interna a Theresa May avance para uma votação para a derrubar no dia 12 de junho — apenas e só no caso de um novo acordo de Theresa May com Bruxelas para o Brexit não passar numa votação em plenário na Câmara dos Comuns.

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