Nações Unidas

Fernão de Magalhães ficaria incomodado com poluição do mar, diz enviado da ONU

Diplomata e enviado especial da ONU para os oceanos, Peter Thomson, disse que se Fernão de Magalhães vivesse na atualidade "ficaria incomodado com a poluição, com a pesca ilegal e sobrepesca".

"Todos os cidadãos podem fazer grandes mudanças e com impacto", sublinhou Peter Thomson

JOÃO RELVAS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O enviado especial das Nações Unidas para os Oceanos, Peter Thomson, afirmou esta quinta-feira que o navegador português Fernão de Magalhães, se viajasse à atualidade, ficaria incomodado e preocupado com o nível de poluição no planeta.

“Fernão de Magalhães mostrou que o mundo é redondo, que há um único oceano e que estamos todos ligados. Acho que é a lição essencial da viagem. [Se vivesse na atualidade] ficaria incomodado com a poluição, estaria preocupado com a pesca ilegal, com a sobrepesca. É uma coisa que podemos resolver de forma rápida”, afirmou Peter Thomson à agência Lusa, à margem da abertura da conferência internacional Dia Europeu Marítimo (European Maritime Day), em Lisboa.

Diplomata e antigo presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), entre 2016 e 2017, Peter Thomson foi nomeado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, enviado especial para os Oceanos.

Thomson considera que os 500 anos da viagem de circum-navegação devem ser celebrados a nível global, e não apenas por Portugal e Espanha, que repartem um extenso programa alusivo à viagem iniciada por Fernão de Magalhães e concluída pelo navegador espanhol Juan Sebastián Elcano.

E a forma de celebrar essa conquista global dos oceanos passa, no entender de Peter Thomson, por cada cidadão e não apenas por tomadas de posição de decisores políticos.

Se tivéssemos tido visão na altura [há 500 anos] para perceber o que faríamos ao planeta, sobretudo depois da revolução industrial, poderíamos ter evitado toda esta imundície que pusemos sobre nós. Temos 12 anos para resolver isto, e a coisa mais inteligente que devemos fazer – e julgo que Fernão de Magalhães concordaria – é cortar as emissões de gases de efeito de estufa”, disse.

“Todos os cidadãos podem fazer grandes mudanças e com impacto”, sublinhou.

O European Maritime Day, que Lisboa acolhe, é um evento promovido desde 2008 pela Direção-Geral dos Assuntos Marítimos e das Pescas da Comissão Europeia, e é apresentado como a “WebSummit do Mar”.

Este ano, a conferência é centrada no empreendedorismo, na investigação, na inovação e no investimento.

A conferência relaciona-se ainda com as celebrações dos 500 anos da circum-navegação do planeta.

Na Gare Marítima de Alcântara, um dos locais da conferência internacional, está patente uma exposição alusiva à viagem idealizada por Fernão de Magalhães.

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