Na Covilhã, António Costa voltou a subir ao palco de um jantar-comício do PS para puxar à sensibilidade de quem vota no interior e para criticar o candidato do PSD que tudo o que fez por esta zona do país foi “andar agora aqui a passear de helicóptero”. Depois recorreu à famosa caricatura dos Gato Fedorento para distinguir o seu candidato às Europeias do adversário do PSD: “Há uns que falam, falam, falam, falam e há os que fazem”.

No comício de final de dia, o líder socialista puxou pelo cabeça de lista Pedro Marques a quem atribuiu a responsabilidade pela modernização e reabertura da ligação ferroviária entre a Covilhã e a Guarda — obra que está em curso — a requalificação do IC3. E ainda por ter reservado 1700 milhões de euros dos fundos comunitários para o interior. “Há uns que falam, falam, falam, falam e há os que fazem. E é muito simples saber quem são os que falam e os que fazem. Em dez anos de presença no Parlamento Europeu o que fez Paulo Rangel pelo interior do país além de andar agora aqui a passear de helicóptero?”

Pedro Marques fez apelo ao voto nas eleições do próximo dia 26. ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Sobre as diferenças entre os dois cabeças de lista, Costa dirigiu-se ao PSD para dizer que percebe que “lhes dói muito e é por isso que em vez de dizerem alguma coisa de bem pela Europa e por Portugal, a única coisa que são capazes de dizer é mal do PS. A política não é local para maledicência, é local para bem fazer”.

Depois entrou no apelo ao voto, que começa a ganhar terreno a meio da campanha. “As eleições do próximo dia 26 não são irrelevantes, exigem mobilização de todas e de todos, é mesmo preciso votar na Europa para que seja forte e continue a apoiar o nosso desenvolvimento”, disse no interior do país. E pediu “força para o PS para cumprir a ambição que prometeu, mas também para que não se ponha em causa tudo o que está a ser conquistado”. Pediu ainda que nesta última semana de campanha se dê “tudo por tudo”.

Antes dele falou o candidato Pedro Marques que apostou num discurso centrado na mensagem do apoio às empresas inovadoras. “Não queremos agências de emigração mas agências de inovação e redes de empreendedorismo”, disse garantindo que foi isso que o Governo socialista “construiu em todo o país”.