António Costa

Costa espera década sustentada de convergência económica com a UE

O primeiro-ministro espera que a tendência de crescimento da economia mantida num contexto de desaceleração da economia mundial e europeia, resulte numa "década sustentada de convergência com a UE".

RUI MIGUEL PEDROSA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O primeiro-ministro disse, em Almeirim, esperar que a tendência de crescimento da economia portuguesa iniciada em 2017, e mantida num contexto de desaceleração da economia mundial e europeia, resulte numa “década sustentada de convergência com a União Europeia”.

Falando no final de uma visita à fábrica da Sumol+Compal, em Almeirim (distrito de Santarém), onde lhe foi apresentado o projeto de investimento de 65 milhões de euros que a empresa vai realizar até 2021, António Costa apontou este como um exemplo dos investimentos que têm “puxado” pela economia nacional.

O chefe do executivo socialista apontou “a boa notícia” recebida esta semana, de que, num contexto de desaceleração da economia mundial e europeia, “quando receavam que a economia portuguesa tivesse de acompanhar essa tendência global de desaceleração”, se soube que Portugal, não só não a acompanhou, como, pelo contrário, a contrariou, tendo havido uma aceleração do crescimento económico no primeiro trimestre deste ano.

Só estamos a falar dos primeiros três meses deste ano, mas nada melhor do que começar bem um ano para o continuar bem e o desafio que temos pela frente é nos próximos três trimestres continuarmos a acompanhar esta tendência”, declarou.

Costa destacou o facto de a economia portuguesa ter começado a crescer acima da média europeia em 2017, o que não acontecia desde o ano 2000.

“Estamos pelos primeiros três anos deste século a crescer acima da média europeia e a ambição que todos temos que ter é que estes três anos não sejam a exceção que confirma a regra, mas, pelo contrário, uma nova regra de podermos retomar a trajetória de convergência com a União Europeia que iniciámos em (19)86 e que interrompemos em 2000”, declarou.

Para o primeiro-ministro, uma “conjugação de esforços” entre as empresas e o Estado, ao qual cabe “manter a estabilidade nas políticas públicas”, fornece as condições para que o crescimento registado nestes últimos anos não seja uma exceção, mas sim o início de “uma década sustentada de convergência com a União Europeia”.

“Isso significa estabilidade na trajetória de crescimento do rendimento das famílias, fundamental para o mercado interno, estabilidade na recuperação da credibilidade internacional do país, que é fundamental para as condições de financiamento da economia, mas também para a valorização da marca Portugal num contexto de exportação”, disse.

António Costa afirmou que é sobretudo o investimento empresarial que “está a puxar pelo crescimento e aceleração” da economia, realçando que 2017 foi “um ano recorde de investimento”, como não acontecia desde 1998, tendência que se manteve em 2018 e no início de 2019.

Para o primeiro-ministro, o investimento que a Sumol+Compal hoje anunciou vai ser um dos fatores a ajudar ao crescimento da economia nacional neste e nos próximos anos e que, “pelo seu valor reprodutivo”, vai contribuir para aumentar mais a produção interna e as exportações, contribuindo para o crescimento sustentado do produto interno do país.

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