Rádio Observador

EasyJet

EasyJet transporta mais 8% de passageiros em Portugal no semestre até 31 de março

A companhia ultrapassou pela primeira vez os 1,8 milhões de passageiros no aeroporto Humberto Delgado, mas diz que os constrangimentos de capacidade do aeroporto estão a prejudicar a empresa.

A empresa quer uma declaração de crescimento de capacidade para a Portela até 5 de setembro

EVERT ELZINGA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A companhia aérea de baixo custo easyJet transportou mais 8% de passageiros em Portugal entre 1 de outubro de 2018 e 31 de março de 2019, face ao período homólogo do semestre anterior, num total de 2,99 milhões.

Segundo adiantou à agência Lusa o diretor da easyJet para Portugal, José Lopes, a companhia aumentou no país a capacidade em 10% naquele período de inverno, que corresponde ao primeiro semestre do exercício fiscal de 2019 da empresa.

“Apesar das fortes restrições” ao crescimento no aeroporto de Lisboa, a companhia aumentou ali a capacidade em 6% no período — através do “aproveitamento inteligente” de alguma capacidade residual de slots em horas menos sobrecarregadas e do reforço de capacidade das aeronaves operadas — o que lhe permitiu crescer em 5% os passageiros transportados. “Passámos, pela primeira vez, a fasquia dos 1,8 milhões de passageiros no aeroporto Humberto Delgado”, sublinhou José Lopes.

Já no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, o crescimento foi de 12% quer em capacidade, quer em passageiros, tendo, também pela primeira vez, sido ultrapassada a fasquia dos 800 mil passageiros no semestre, com um total de 831 mil passageiros transportados na primeira metade do ano fiscal.

“O Porto não tem os constrangimentos de Lisboa e tem margem de progressão”, afirmou à Lusa o diretor da easyJet para Portugal, adiantando que “o aumento de capacidade para o próximo verão e próximos anos vai ser bastante grande” no aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Já no aeroporto de Faro, e no âmbito da “aposta” que tem vindo a fazer “no esbatimento da sazonalidade no Algarve”, a companhia aumentou a oferta em 21% neste inverno, após o crescimento de 15% já verificado no inverno do ano passado.

“Nos últimos dois invernos a easyJet aumento a sua capacidade no Algarve perto de 40%”, salientou José Lopes, avançando que o semestre fechou com “mais de 625 mil passageiros transportados em Faro”. “Foi a primeira vez que a easyJet ultrapassou os 600 mil passageiros no inverno naquele aeroporto. É algo que nos orgulha bastante e que iremos continuar a trabalhar”, sustentou.

Na Madeira, a companhia aumentou a oferta em 4%, “com enfoque nas rotas domésticas desde Lisboa e Porto para o Funchal”, e o número de passageiros transportados em 2%, para cerca de 307 mil.

Relativamente a novas rotas, o diretor da easyJet para Portugal recordou o recente lançamento da nova ligação entre o Porto e Málaga e a nova rota, a partir de junho, do Porto para Bordéus. “Estamos constantemente a analisar oportunidades de novas rotas, mas o mais importante é consolidar e melhorar as rotas que já operamos”, afirmou, destacando que a easyJet pretende “continuar a consolidar os mercados que servem a emigração” portuguesa: França, Suíça, Luxemburgo e Alemanha. A este propósito, José Lopes reiterou o apelo à ANA — Aeroportos de Portugal para que “dê a mão” à easyJet e “baixe as taxas nos aeroportos nacionais”.

“O pedido que reiteradamente faço é que o operador aeronáutico acompanhe a easyJet, que tem vindo a baixar preços para continuar a estimular o crescimento no mercado português, e baixe as taxas nos aeroportos nacionais, para que seja possível continuarmos a ter um produto competitivo, especialmente com este shift [mudança] que começámos a ver com a retoma dos destinos tradicionais do Leste do Mediterrâneo”, rematou.

A companhia exige mais espaço no aeroporto de Lisboa

A companhia de aviação easyJet defendeu esta sexta-feira a urgência de fechar um acordo até setembro com os militares relativamente à libertação de espaço aéreo para aumentar a capacidade do aeroporto de Lisboa já no verão de 2020.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da easyJet para Portugal recordou que há já dois verões consecutivos (2018 e 2019) que a companhia regista um “crescimento zero” no aeroporto Humberto Delgado, devido aos constrangimentos de capacidade daquela infraestrutura, e avisou que há uma pressão crescente de destinos turísticos do leste do Mediterrâneo, para os quais Portugal arrisca perder terreno.

“Se não houver uma declaração de crescimento de capacidade para a Portela [até ao prazo limite de 5 de setembro], o verão de 2020 vai ser o nosso terceiro verão consecutivo com crescimento zero. A economia portuguesa não se pode dar a este luxo, especialmente quando estamos a começar já a sentir uma pressão de retoma no leste do Mediterrâneo. Vamos estar a perder oportunidades que já não vão voltar e isto será muito mau para a economia portuguesa”, sustentou José Lopes.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Novo Acordo Ortográfico

Uma comunidade às avessas

José Augusto Filho

Da forma em que foi conduzido, o Acordo serve mais para enfraquecer a língua de Camões do que para disseminá-la. Quanto aos ganhos políticos e económicos esperados, foram até agora praticamente nulos.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)