O líder da Juve Leo foi  detido no âmbito do processo do ataque à academia do Sporting. Mustafá terá sido detido quando se foi apresentar no posto da GNR da Charneca da Caparica como estava obrigado pelas medidas de coação.

Mustafá chegou cerca das 19:30 acompanhado dos seus advogados tendo ainda aguardado pela receção do mandado de detenção no posto da GNR, avança a Agência Lusa.

O líder da Juve Leo deverá aguardar o desenrolar do processo do ataque à Academia de Alcochete em prisão preventiva, segundo a última decisão do Tribunal da Relação de Lisboa em resposta ao recurso do Ministério Público. Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, é um dos seis arguidos que se encontra em liberdade, mas os investigadores acreditam que foi ele que preparou e mobilizou os adeptos a 15 de maio de 2018.

Mustafá é acusado um crime de terrorismo, 20 de sequestro, 20 de ameaça agravada e dois de deteção de arma proibida e 12 de ofensa à integridade física qualificada e dois de dano com violência. É também acusado de um crime de tráfico de droga. Depois da decisão da Relação, o juiz de instrução já emitiu um mandado de detenção para que a polícia o prenda.

A prisão preventiva é sustentada pelos sérios”perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação de inquérito, de fuga e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”, de acordo com o Correio da Manhã que teve acesso ao despacho que revoga a decisão do Tribunal do Barreiro.

O arguido, que está a ser julgado num outro processo que envolve um ex-inspetor da PJ por roubos, foi um dos últimos suspeitos a ser detidos no âmbito do processo, em novembro de 2018, que conta com 44 arguidos que enfrentam acusações de crimes como terrorismo. Contrariamente à maior parte dos arguidos, o juiz de instrução do Barreiro, Carlos Delca, decidiu libertá-lo, obrigando-o a apresentar-se diariamente às autoridades e sob o pagamento de uma caução de 70 mil euros.

O Ministério Público recorreu desta decisão, por considerar que se os restantes adeptos estavam presos e que teria sido ele a planear todo o crime. E a decisão do Tribunal da Relação foi agora conhecida — precisamente na semana em que a instrução do caso foi travada por mais um incidente de recusa do juiz, suscitado pelo advogado de um dos arguidos.

Na semana passada uma outra decisão do Tribunal da Relação colocou em prisão domiciliária um dos arguidos que estava em preventiva. A maior parte dos arguidos espera decisões no mesmo sentido.