Eleições Europeias

PAN dá voz aos que cuidam pelo Estado na causa que já não é dos “tontinhos dos animais”

474

Francisco Guerreiro, do PAN, diz que o objetivo da visita foi ver a realidade destes centros e dar visibilidade e voz a "associações que vivem sem o apoio estrutural dos municípios e do Estado.

ANDRE KOSTERS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O cabeça de lista do PAN às europeias visitou esta sexta-feira a União Zoófila para “dar voz” às associações que se têm substituído às entidades oficiais na prossecução do bem-estar animal, assunto “que já não é só dos tontinhos dos animais”.

“Connosco contam com certeza”, o apoio expresso pela presidente da União Zoófila, Luísa Barbosa, à candidatura de Francisco Guerreiro às eleições europeias foi dado no final de uma visita de mais uma hora, em Lisboa, na qual a dirigente associativa começou por explicar que as adoções de animais estão a decorrer a bom ritmo.

André Silva, o deputado do PAN que acompanhou o cabeça de lista do partido às europeias, Francisco Guerreiro, quis saber porquê. “As pessoas estão mais sensíveis com a causa. É um assunto que já não é dos tontinhos dos animais”, respondeu Luísa Barbosa.

Francisco Guerreiro explicou à Lusa que o objetivo da visita foi ver a realidade destes centros e dar visibilidade e voz a “associações que vivem sem o apoio estrutural dos municípios e do Estado e se têm substituído a estas entidades oficiais”. “Nunca foram tontinhos dos animais, sempre foram pessoas muito preocupadas com algo que tinha sido completamente esquecido pelos restantes partidos, pela restante sociedade política”, afirmou.

O cabeça de lista do PAN considerou que “algumas secções da sociedade” ainda querem apontar o bem-estar animal “como uma causa separada” e não “interligada no modo de estar na vida e na sociedade”, “um nicho”. “Nunca foi um nicho. Os poderes políticos e as instituições partidárias é que nunca olharam para ele como deveriam ter olhado, e hoje em dia já se vê outros partidos políticos a falar da causa animal”, afirmou, um dia depois de a cabeça de lista do BE, Marisa Matias, ter colocado o tema na agenda de campanha, participando no trabalho da associação de Coimbra Gatos Urbanos.

“Felizmente, esse também é um papel que o PAN traz para a sociedade: acelerar, fazer com que os outros partidos falem dos direitos dos animais, falem de ambiente, de outro modelo económico e social, faz parte desta competição saudável para avançar”, acrescentou.

Francisco Guerreiro pediu uma “harmonização de políticas de bem-estar animal” ao nível europeu, com práticas como a esterilização de animais errantes, que, em Portugal “só agora vão vingando de modo tímido”. A inclusão da sensibilização para os direitos dos animais nos manuais escolares é outra das medidas que o candidato gostaria de ver introduzida em Portugal.

“Estas alterações demoram, mas quando depois se estruturam, nós criamos cidadãos e cidadãs que querem construir uma sociedade diferente e não são meros objetos de funcionalidade, têm um pensamento crítico da sociedade onde vivem, envolvem-se mais nas decisões dos municípios e do parlamento”, argumentou.

A presidente da União Zoófila reconheceu que gostaria que a instituição tivesse “melhores instalações, com um bocadinho m de espaço”, admitindo sair do local em que se encontra, um terreno da Câmara de Lisboa em Sete Rios, mas alertou para a necessidade de ser encontrado um espaço acessível de transportes públicos, já que vivem da ação de voluntários, do apadrinhamento de animais, de adoções e donativos.

A deputada municipal do PAN e antiga provedora dos animais de Lisboa Inês Sousa Real acompanhou a visita e foi dando conta das iniciativas do partido para tentar melhorar as condições tanto da União Zoófila, como da camarária Casa dos Animais de Lisboa. A União Zoófila acolhe cerca de 500 cães e 250 gatos, contando com mais de 50 voluntários.

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ambiente

A onda verde na UE e os nacionalismos

Inês Pina

Se hoje reduzíssemos as emissões de CO2 a zero já não impedíamos a subida de dois graus centígrados. E estes “míseros” dois graus vão conduzir ao fim das calotas polares e à subida do nível do mar.

Eleições Europeias

Os ventos que sopram da Europa

Jose Pedro Anacoreta Correira

É preciso explicar que o combate pela redução de impostos não significa menos preocupação social. É precisamente o inverso: um Estado menos pesado contribui para uma sociedade mais justa. 

Política

A direita em crise?

Luiz Cabral de Moncada

A perda de terreno eleitoral pela direita só significa que a esquerda assimilou o que aquela de melhor tem, o liberalismo económico e social. Está em crise? Não, já ganhou no terreno das ideias.

Política

Eleições à vista

José Couceiro da Costa

Hoje, com a velocidade da informação, o que releva são as causas, tão voláteis como as opiniões da sociedade civil. O modus operandi da política do séc. XX está morto. A ordem natural está invertida.

Jovens

É desta que fazemos valer a nossa geração?

Teresa Cunha Pinto

Esta geração vive com a barriga cheia de uma grande ilusão. De que é a geração mais informada, mais qualificada, mais viajada. É pura ilusão porque em nada se concretiza e materializa. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)