O tribunal são-tomense de primeira instância determinou na quinta-feira prisão preventiva ao comandante, vice-comandante e comercial do navio “Amfitriti” que naufragou em 25 de abril perto da ilha do Príncipe, provocando oito mortos e nove desaparecidos, disse fonte judicial. Outros seis arguidos, entre os quais três responsáveis do Instituto Marítimo-Portuário (Imap), incluindo o seu diretor-geral, saíram em liberdade, mas sujeitos a termo de identidade e residência.

“Esse processo, no que diz respeito aos nossos constituintes, foi baseado num conjunto de pressupostos errados e, graças a Deus, o juiz de instrução teve bom senso e entendeu que esses pressupostos em que o Ministério Publico se baseou para indiciar os nossos constituintes não estão em conformidade com a lei e devolveu-os à liberdade”, disse Nilson da Cruz, advogado dos três responsáveis do Imap.

Na quarta-feira uma juíza do tribunal de primeira instância mandou prender os nove arguidos, suspeitos do crime de homicídio involuntário.

Os arguidos são os cinco membros da tripulação, o proprietário da embarcação e os três responsáveis do Instituto Marítimo-Portuário.

Depois de preso, os arguidos foram ouvidos por um juiz de instrução criminal, que iniciou no mesmo dia o primeiro interrogatório, ouvindo apenas três dos suspeitos.

A audições foram retomadas esta quinta-feira e culminaram com a prisão preventiva de três dos nove arguidos.

O navio “Amfitriti” naufragou quando transportava 212 toneladas de cargas diversas e 72 passageiros, incluindo os cinco membros da tripulação. Oito morreram, nove foram dados como desaparecidos, tendo 55 pessoas sido salvas.

O naufrágio do “Amfitriti” mobilizou uma corrente de solidariedade para com as vítimas e seus familiares, incluindo do Presidente da República, Evaristo Carvalho, e do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que se deslocaram também à Região Autónoma do Príncipe.