Dois incêndios envolvendo veículos Tesla, um que aconteceu em Xangai e o outro que teve lugar em Hong Kong, continuam sobre investigação, com os técnicos da marca americana a colaborar com as autoridades locais. Ainda assim, o fabricante procedeu já à actualização do software dos seus acumuladores, especificamente na parte em que gere os parâmetros da recarga e gestão térmica das baterias. Segundo a Tesla, a actualização foi realizada ontem over-the-air para todos os Model S e Model X, que utilizam o mesmo tipo de células (as 18650) e de pack.

As investigações aos dois incidentes continuam, mas achámos oportuno rever de imediato a gestão térmica das baterias, o que vai permitir incrementar a protecção das baterias, bem como a sua longevidade”, refere o comunicado.

Contudo, a Tesla chama a atenção para o facto de os veículos eléctricos “terem uma probabilidade de se incendiar 10 vezes menos do que os modelos com motor de combustão a gasolina”, sublinhando que o objectivo da marca é “reduzir essa percentagem a zero”.

Embora o fabricante afirme que os incêndios que envolvem veículos eléctricos são mais lentos e libertam de início muito fumo, permitindo que condutores e passageiros se ponham a salvo, a realidade é que o caso registado pelas câmaras de segurança num parque de estacionamento em Xangai revelou uma escalada extremamente rápida da situação, com muito pouco tempo entre a libertação do primeiro fumo e a explosão.

Dentro das baterias de iões de lítio ocorrem reacções químicas, sendo que os acumuladores podem começar a arder em caso de fuga do electrólito, motivada por uma quebra do pack devido, por exemplo, a uma forte pancada na zona inferior. Além disto, há baterias mais estáveis e menos estáveis, dependendo da quantidade de níquel que possuem no cátodo, sendo que quanto mais ricas são neste material (com 8 partes em 10, por exemplo), maior densidade energética possuem e, por tabela, maior autonomia. Veja aqui o que aconteceu em Xangai: