A Bentley nada tem contra veículos eléctricos. Só não gosta do actual estágio de evolução das baterias, em que para alimentarem sem limitações motores potentes e carros pesados – o requinte ‘paga-se’ ao kg – têm de carregar demasiado peso e volume de acumuladores. Daí que o CEO da Bentley, Adrian Hallmark, não se comprometa, afirmando: “Não podemos avançar com uma data para o lançamento do primeiro eléctrico a bateria, mas deverá acontecer antes de 2025.”

De momento, o Bentayga Hybrid é o único híbrido plug-in (PHEV) do construtor inglês, recorrendo a um motor 3.0 V6 a gasolina associado a outro eléctrico. A tecnologia vai ser integrada no Continental GT e no Flying Spur, mas Hallmark garante que “a solução PHEV vai ser alargada a toda a gama”, gerando veículos mais potentes, mas com parte dessa potência a sair das baterias.

Paralelamente, estes PHEV vão permitir percorrer um determinado número de quilómetros (no mínimo, 50 km) em modo exclusivamente eléctrico, o que não só faz baixar os custos de utilização, como ainda as emissões de poluentes e de dióxido de carbono. De caminho, esta opção resolve as limitações do Grupo Volkswagen, que tem de reduzir as emissões de CO2 para 95 g/km até ao final de 2020, e permite que os modelos da marca de Crewe continuem a poder circular, em modo eléctrico, nas cidades que ameaçam fechar em breve os centros históricos aos modelos animados por motores de combustão.

Quando chegar, o Bentley eléctrico vai recorrer à Premium Platform Electric (PPE), que o Grupo Volkswagen encomendou à Porsche. Contudo, a fazer fé nas palavras do novo CEO da Audi, o trabalho dos engenheiros da marca de desportivos e SUV foi menos bom, provocando meses de atrasos em todos os modelos agendados para recorrer à PPE. Quando a Porsche resolver os defeitos da PPE, segundo o responsável pela Audi, então a Bentley poderá avançar com o EXP 12 Speed 6e.