Iraque

Disparado rocket sobre zona da embaixada dos Estados Unidos no Iraque

O rocket não fez vítimas ao cair no centro da Zona Verde, onde estão também localizados o governo e o parlamento iraquianos bem como a embaixada da Grã-Bretanha.

O disparo de rocket acontece numa altura em que se intensifica a tensão entre o Irão, país vizinho do Iraque, e os EUA

SABAH ARAR/AFP/Getty Images

Autor
  • Agência Lusa

Um rocket foi disparado este domingo para a Zona Verde de Bagdade, um setor de alta segurança onde se localiza a embaixada dos Estados Unidos, dias após a administração norte-americana ter retirado o pessoal diplomático não essencial do Iraque.

Segundo comunicado das forças de segurança iraquianas, o rocket não fez vítimas ao cair no centro da Zona Verde, onde estão também localizados o governo e o parlamento iraquianos bem como a embaixada da Grã-Bretanha.

As mesmas fontes não indicaram qual o alvo eventual do projetil, que terá sido disparado de uma zona abandonada no sul de Bagdade. Situada num perímetro de 10 quilómetros quadrados nas margens do rio Tigre, no centro da capital iraquiana, a Zona Verde é uma “ilha” fortificada, criada após a invasão do Iraque pelas tropas norte-americanas que levou à queda de Saddam Hussein em 2003.

Rodeada de muros de betão e arame farpado, uma das ruas da zona foi reaberta em finais de 2018 e os automobilistas podem circular entre o final da tarde e o início da manhã, quando as instituições oficiais e as embaixadas ocidentais estão fechadas. Devastado por anos de violência e conflitos, incluindo com o grupo jihadista Estado Islâmico, o país continua palco de violência e ataques mortais, o último dos quais matou oito pessoas em Bagdade a 09 de maio.

O disparo de rocket acontece numa altura em que se intensifica a tensão entre o Irão, país vizinho do Iraque, e os Estados Unidos, que reforçaram as sanções contra Teerão e intensificaram a presença militar na região. A escalada de tensão foi provocada pela retirada dos Estados Unidos do acordo internacional visando limitar o programa nuclear iraniano em troca do aliviar das sanções. No início de maio, a administração de Donald Trump anunciou o envio para o Golfo Pérsico do porta-aviões Abraham Lincoln, bem como bombardeiros B-52, invocando uma “ameaça” do Irão.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)