Xangai é a maior cidade da República Popular da China, com 24 milhões de habitantes na área urbana, cerca de duas vezes e meia a população portuguesa. A cidade organizou o maior salão automóvel chinês e, para espanto dos visitantes, aí exibiu várias cópias baratas (e perfeitas). Mesmo por parte de marcas que pertencem ao Estado e têm acordos comerciais e industriais com as marcas que copiam.

Os chineses dão provas sistemáticas de que a propriedade intelectual é “uma coisa que não lhes assiste”, o que lhes permite copiar tudo o que acham que é bom e bem-feito. E depois, quando as reclamações surgem, usam os seus sistemas judicial e político (no mínimo, tendenciosos) para limitar as ambições das reclamações dos queixosos. Mesmo que sejam fabricantes de quem o país comunista tenha atraído grandes investimentos com promessas de grande abertura.

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O exemplo mais recente é-nos dado pelo certame de Xangai, onde para além das dezenas de marcas locais, estiveram as outras dezenas, aquelas que reúnem as marcas mais importantes da Europa, EUA, Japão e Coreia do Sul – todas elas com importantes investimentos no mercado chinês. Apesar de se saber que toda a gente que ‘é alguém’ na indústria automóvel mundial iria estar presente, a China não se preocupou com a presença de cópias descaradas dos veículos dos seus convidados. Um dos melhores exemplos é a BAIC, pertença do Estado, que surgiu com o BJ80.

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Sucede que o BJ80 é uma cópia do Classe G da Mercedes, sendo que a Mercedes é uma das marcas com quem a BAIC tem associação para o território chinês. A grelha é ligeiramente distinta – só ligeiramente –, mas tudo o resto, especialmente nas versões mais bem equipadas, é uma cópia descarada.

Veja este vídeo em que um jornalista americano, da Carwow, comenta o BJ80, ponto por ponto, bem como outras cópias  presentes em Xangai: