Parlamento Europeu

Sondagens dão maioria pró-UE no Parlamento Europeu, mas eurocéticos crescem

As sondagens para o Parlamento Europeu apontam uma maioria de partidos pró-União Europeia (UE), apesar de os partidos eurocéticos ganharem terreno.

De acordo com a projeção do Politico, haverá uma maioria 467 deputados provenientes de partidos pró-UE, contra 257 que são eurocéticos

Patrick Seeger/EPA

As sondagens para o Parlamento Europeu apontam para uma maioria de partidos pró-União Europeia (UE), apesar de os partidos eurocéticos ganharem terreno em relação à composição que resultou das eleições de 2014.

Entre os 751 assentos parlamentares em jogo, de acordo com a projeção do Politico, haverá uma maioria 467 deputados provenientes de partidos pró-UE, contra 257 que são eurocéticos. Há ainda 27 deputados de forças políticas cuja posição em relação à UE não é totalmente clara.

Ainda assim, quando analisados os deputados que deverão caber a cada um dos grupos políticos que se concentram em Bruxelas, os números tornam-se mais dispersos e deixam adivinhar tempos de negociações difíceis logo desde o início, em que cabe ao Parlamento Europeu eleger o próximo presidente da Comissão Europeia.

Para chegar a uma maioria, são precisos 376 deputados. O que se torna evidente nesta sondagem é que vai ter de haver algum tipo de entendimento entre bancadas para viabilizar uma solução para a liderança Comissão Europeia — e, claro, para aprovar diplomas nos próximos cinco anos.

De acordo com o Politico, o maior grupo continuará a ser o do Partido Popular Europeu (PPE, onde se inclui o PSD, CDS e MPT), com 168 deputados — suficiente para ficar em primeiro mas bem longe dos 214 de 2014 e uma queda significativa dos 288 em apenas 10 anos, contando a partir das eleições de 2009.

Logo a seguir, ainda em segundo mas também em franca queda, está a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D, onde se insere o PS). Segundo o Politico, aquele grupo poderá ficar-se pelos 147 deputados.

Segue-se depois o grupo dos liberais, do ALDE, onde está inserido o PDR, de Marinho Pinto. O Politico prevê 104 deputados a este grupo — uma subida dos 83 nas eleições de 2014, para a qual muito contribui a entrada do Renaissance, de Emmanuel Macron, nas suas fileiras.

Seguem-se depois a aliança forjada a ENF, que junta vários partidos da extrema-direita e direita radical eurocética. Ali, além da Liga (Itália), estão os franceses União Nacional (ex-Frente Nacional), os holandeses do PVV, os britânicos do UKIP e também os austríacos do FPÖ. Para este grupo eurocético, o Politico prevê 73 deputados — o que faz deste o quarto maior grupo em Bruxelas.

Logo a seguir deverá ficar o ECR, também de tendência eurocética e de direita. Por ali, deverão ficar 59 deputados. Seguem-se depois os Verdes (pró-UE, ecologistas e alguns regionalistas), com 54 deputados; o GUE/NGL (extrema-esquerda e esquerda radical com diferentes matizes de euroceticismo,  onde está a CDU e o Bloco de Esquerda, com 50 deputados).

Por fim, há a soma do Movimento 5 Estrelas e do Partido do Brexit, de Nigel Farage. Somadas, as duas tendências eurocéticas deverão ter 49 deputados. A fechar, estão ainda 47 deputados para partidos novos e cuja posição em relação à UE não é ainda clara.

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