Ryanair

Lucros da Ryanair caem 29% para 1.020 milhões de euros no último ano fiscal

Apesar da queda do lucro, a Ryanair confirmou que a assembleia-geral de acionista deu 'luz verde' para que avance com um processo de recompra de ações avaliado em 700 milhões de euros.

Em relação ao próximo exercício, O'Leary sublinhou que as previsões indicam que os lucros devem permanecer estáveis

SERGEY DOLZHENKO/EPA

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  • Agência Lusa

A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ Ryanair obteve lucros de 1.020 milhões de euros no último exercício fiscal (até 31 de março), menos 29% do que no ano anterior, foi anunciado esta segunda-feira.

Os resultados estão “em linha” com as previsões da companhia aérea, explicou esta segunda-feira num comunicado o CEO (Chief Executive Officer, presidente executivo), Michael O’Leary, sublinhando que as receitas adicionais, que incluem as vendas a bordo, taxas pagas por bagagem ou taxas pagas para embarque prioritário, aumentaram para 2.400 milhões de euros, mais 19% do que no exercício precedente.

O’Leary indicou que esta subida contribuiu para o aumento de 6% da faturação total, para 7.560 milhões de euros, enquanto o preço médio dos voos se situou em 37 euros, menos 6% do que no exercício precedente.

Estes fatores, adiantou O’Leary, favoreceram as vendas de bilhetes e aumentaram o tráfego anual de passageiros para um total de 139,1 milhões, mais 7%.

A companhia aérea precisou que os resultados não têm em conta as perdas de 139,5 milhões de euros da LaudaMotion, companhia fundada pelo ex-piloto austríaco de Fórmula 1 Niki Lauda e adquirida em julho último pela Ryanair.

“O crescimento na capacidade das rotas de curta distância e a ausência da Semana Santa no quarto trimestre provocou uma queda de 6% na tarifa aérea, estimulando um crescimento do tráfego de 7%”, afirmou O’Leary.

Apesar da queda do lucro, a Ryanair confirmou que a assembleia-geral de acionista deu ‘luz verde’ para que avance no final desta semana um processo de recompra de ações avaliado em 700 milhões de euros.

O’Leary reafirmou que a companhia aérea mantém “total confiança” nos aviões Boeing 737-MAX, apesar de ter cancelado até ao próximo inverno a incorporação destes na frota, depois dos acidentes ocorridos este ano na Etiópia e na Indonésia.

“Continuamos a ter total confiança nestes aviões que oferecem mais 4% de assentos, são 16% mais eficientes com o combustível e geram menos 40% de ruído”, indicou o CEO da Ryanair.

Em relação ao próximo exercício, O’Leary sublinhou que as previsões indicam que os lucros devem permanecer estáveis, ainda que isto dependa da ausência de “acontecimentos negativos” devido ao ‘Brexit’, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

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