Clima

Mais de 30 instituições juntam-se ao manifesto da jovem ativista Greta Thunberg

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A nova greve está marcada para 24 de maio. Três dezenas de sociedades juntam-se à jovem ativista Greta Thunberg. "Se a greve ganhar a luta, ganhará a humanidade inteira", diz o manifesto.

Os subscritores do manifesto destacam a "clareza e determinação" dos discursos de Greta Thunberg

FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA

Mais de 30 instituições, como sindicatos, organizações da sociedade civil e um partido político já subscreveram um manifesto de apoio à greve climática estudantil, em 24 de maio, comprometendo-se a mobilizar recursos para divulgar a iniciativa.

“Somos coletivos, associações e sindicatos empenhados na luta pela justiça climática. Entusiasma-nos a nova onda de mobilização liderada por jovens que fazem greve às aulas para reivindicar um futuro e um planeta habitável”, começa por afirmar o manifesto subscrito por um conjunto de instituições, entre as quais o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), a associação ambientalista Zero; os Precários Inflexíveis; o Sindicato dos Trabalhadores dos Call Center, entre outras, e que está disponível na página Salvar o Clima.

Citando o discurso na última cimeira do clima na ONU da jovem ativista sueca Greta Thunberg, que desencadeou o movimento estudantil mundial em defesa do clima, no qual pediu aos líderes mundiais uma mudança urgente, os subscritores destacaram a “clareza e determinação” das palavras de Greta Thunberg e declararam-se solidários com os jovens “que assumem esta causa como sua”.

Entre os compromissos assumidos pelos subscritores estão a mobilização de recursos para “ampliar as vozes de organização da greve”, divulgar a paralisação estudantil, disponibilizar materiais para uso livre pela organização do protesto. “Se a greve ganhar a luta, ganhará a humanidade inteira”, termina o manifesto, apelando ainda para a participação na greve de sexta-feira.

Em 17 de maio os estudantes promoveram uma vigília em frente à Assembleia da República, tendo ali passado a noite para exigir mudanças legislativas em defesa do planeta, uma ação que também já tinham promovido uma semana antes.

Inspirados pela jovem ativista Greta Thunberg, que todas as sextas-feiras falta às aulas para protestar em frente ao Parlamento Sueco, um grupo de jovens começou a preparar a primeira greve de estudantes em Portugal, que se realizou a 15 de março.

Naquele dia, milhares de alunos de todas as idades – desde o ensino básico ao superior – faltaram às aulas e protestaram nas ruas de 27 cidades portuguesas. Um protesto que se repetiu um pouco por todo o mundo: Cerca de 1,6 milhões de estudantes de 125 países marcharam para exigir medidas urgentes contra a crise climática. Mais de duas mil cidades foram palco de um protesto feito por jovens.

A próxima greve às aulas está marcada para 24 de maio e ninguém da organização portuguesa quer arriscar números de adesão.

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As crianças que lutam por um mundo pior /premium

Alberto Gonçalves
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Na idade da menina Alice e do menino Gil, fiz diversas greves à escola a pretexto do clima: mal o sol aquecia, trocava as aulas pela praia. Faltou-me ser entrevistado pelos “media”.

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