Mali

Pelo menos sete mortos em ataques no sul do Mali

As vítimas são dois guardas militares, um funcionário da alfândega e quatro civis. Foram detidos quatro suspeitos. Os ataques ocorrem no posto de Kouri e na subprefeitura de Boura.

O Mali tem sido palco de violência e conflitos. Pelo menos 488 pessoas morreram desde janeiro de 2018

NICOLAS REMENE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Pelo menos sete pessoas, incluindo dois guardas militares e um funcionário aduaneiro malianos, morreram na noite de domingo para segunda-feira em ataques no sul do Mali, anunciaram esta segunda-feira as forças de segurança.

Por volta das 23h00 horas locais (mesma hora de Lisboa), “indivíduos armados não identificados realizaram dois ataques simultâneos contra o posto misto de Kouri e a subprefeitura de Boura”, afirmou o Governo, em comunicado. O posto de Kouri, junto à fronteira com o Burkina Faso, é um dos principais postos de controlo e de passagem de mercadoria de e para o Mali.

Segundo o Governo, o número de mortos em Kouri ascende a sete: “dois guardas militares, um funcionário da alfândega e quatro civis”, enquanto que “em Boura, o ataque foi repelido” e apenas um elemento das forças de segurança ficou com ferimentos ligeiros. De acordo com a mesma fonte, foram detidos quatro suspeitos. Fontes citadas pela agência France-Presse referem que entre os civis mortos se encontram dois camionistas ganeses.

O Mali tem sido palco de violência e conflitos, com especial incidência no norte do país. Para combater esta violência, várias missões internacionais estão presentes neste território da África Ocidental. Desde 2015 que essa violência se começou a espalhar para centro e sul do país, onde enormes áreas continuam fora do controlo das forças malianas, francesas e das Nações Unidas.

A Missão das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), anunciou na semana passada que a sua divisão dos direitos humanos registou “pelo menos 488 mortes” desde janeiro de 2018 em ataques contra membros da população fula nas regiões centrais de Mopti e Ségou. Segundo a MINUSMA, durante esse período, fulas armados “causaram 63 mortos” entre civis na região de Mopti.

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