Professores

Professores arrancam no Porto a semana de “Comícios da Indignação”

Os professores iniciam uma série de cinco “Comícios da Indignação” e vão concentrar-se na praça D. João I, no Porto, pelas 17h30, para manter viva a luta pela recuperação integral do tempo congelado.

Ao comício do Porto seguem-se os comícios em: Faro, a 21 de maio, no Jardim Manuel Bívar, em Lisboa, a 22 de maio, no largo de Camões, em Évora, a 23 de maio, no largo de Sertório, junto à Câmara Municipal, e em Coimbra, a 24 de maio, na praça 8 de Maio

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os professores iniciam esta segunda-feira no Porto uma série de cinco “Comícios da Indignação” que decorrem esta semana, em plena campanha para as eleições europeias, para manter viva a luta pela recuperação integral do tempo de serviço congelado.

“Nestes comícios os docentes manifestarão publicamente a sua indignação por, praticamente em final de mais uma legislatura, os principais problemas que afetam este grupo profissional continuarem por resolver, com destaque para a recuperação de todo o tempo de serviço cumprido nos períodos de congelamento (nove anos, quatro meses e dois dias) e a aposentação, condição necessária para o rejuvenescimento da profissão docente”, lê-se num comunicado da plataforma sindical de professores.

No primeiro comício os professores vão concentrar-se na praça D. João I, no Porto, pelas 17:30, uma hora que será comum a todos os outros, estando previstas três intervenções – da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Federação Nacional de Educação (FNE) e da Frente Sindical – convidando-se ainda os professores participantes a aproveitarem o momento para escrever “mensagens ao poder político”.

“Com estes comícios, pretende-se deixar claro que os docentes não desistiram da sua luta e irão mantê-la até ao último dia da atual legislatura, não se inibindo de intervir durante os períodos de campanha eleitoral, retomando-a logo que se inicie a próxima legislatura, apresentando as suas reivindicações junto do governo que sair das eleições de 06 de outubro”, lê-se no comunicado.

Os sindicatos pretendem ainda aproveitar a oportunidade para “desmontar mentiras que, nas últimas semanas, foram postas a circular por governantes e outros políticos, bem como por comentadores, para quem a mentira se tornou habitual quando pretendem impor a sua verdade”.

Aos docentes vai ser entregue “um ‘memorando’ com o conjunto de iniciativas jurídicas a que deverão aderir, contando, nesse sentido, com o apoio dos seus sindicatos”, e à população um “pequeno texto” a explicar as razões do protesto.

Ao comício do Porto seguem-se os comícios em: Faro, a 21 de maio, no Jardim Manuel Bívar, em Lisboa, a 22 de maio, no largo de Camões, em Évora, a 23 de maio, no largo de Sertório, junto à Câmara Municipal, e em Coimbra, a 24 de maio, na praça 8 de Maio.

“Logo após o comício de Coimbra, a Campanha pela Dignidade Profissional Docente será encerrada com uma “arruada” dos professores pela Baixa de Coimbra”, adianta ainda o comunicado.

Os ‘Comícios da Indignação’ são umas das ações de visibilidade na luta dos professores decididas na reunião da plataforma sindical na passada quarta-feira, no final da qual os professores anunciaram que não fariam greve às avaliações do 3.º período, uma ação de luta que foi ponderada, mas para a qual decidiram não avançar, por entenderem que existe neste momento “uma manifesta falta de interlocutor para a negociação”, quer do lado do Governo, quer do lado da Assembleia da República.

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