Drones

‘Drones’ chineses colocam riscos de espionagem, segundo os EUA

O Departamento de Segurança Interna dos EUA emitiu na segunda-feira um alerta para informar sobre "o potencial de risco" que constituem os 'drones' de origem chinesa comercializados no país.

Em 2017, as Forças Armadas norte-americanas já tinham proibido o uso de 'drones' DJI para fins militares, por razões de segurança

MARKIIAN LYSEIKO/EPA

Os ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) chineses podem representar riscos de espionagem e dar ao governo de Pequim “acesso privilegiado” de dados dos utilizadores, segundo um alerta do Departamento de Segurança dos EUA, noticiado esta terça-feira pela cadeia televisiva CNN.

De acordo com o canal televisivo de notícias CNN, o Departamento de Segurança Interna dos EUA emitiu na segunda-feira um alerta para informar sobre “o potencial de risco” que constituem os ‘drones’ de origem chinesa comercializados no país.

A nota não nomeia nenhum fabricante em particular, mas 70% dos ‘drones’ civis comercializados em todo o mundo são produzidos pela empresa chinesa DJI, que já tinha sido banida como fornecedora de equipamento para as Forças Armadas norte-americanas.

O governo dos EUA está “muito preocupado com os produtos tecnológicos que introduzem dados dos EUA no território de um Estado autoritário e permitem que os seus serviços de inteligência acedam livremente ou abusem desses dados”, explica o comunicado, de acordo com a CNN.

Este alerta enquadra-se no âmbito da guerra comercial entre os EUA e a China, em que os norte-americanos têm chamado a atenção para os riscos das estreitas ligações entre várias empresas tecnológicas e o governo chinês.

Em nome da segurança nacional, o Presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu na semana passada as empresas norte-americanas de vender equipamentos avançados para a Huawei, suspeitos de espionagem para Pequim.

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, ex-engenheiro do exército chinês, rejeitou repetidas vezes as acusações de risco para a segurança dos Estados que adquiram a sua tecnologia.

Washington pareceu querer acalmar a tensão com a Huawei, quando, segunda-feira, decretou um prazo de 90 dias antes de impor essas sanções.

“A segurança está no coração de tudo o que fazemos”, defendeu-se esta terça-feira a empresa tecnológica chinesa DJI em comunicado, para sossegar os clientes dos seus ‘drones’.

“A nossa tecnologia foi verificada independentemente pelo governo dos EUA e pelas principais empresas do país”, acrescentaram os responsáveis da principal empresa de produção de ‘drones’ em todo o mundo.

A DJI foi fundada em 2006 em Shenzhen (sul da China) por um jovem entusiasta deste género de modelos de aviação.

Após a retirada da empresa californiana GoPro deste mercado, a DJI ficou praticamente sem concorrência nos EUA.

Em 2017, as Forças Armadas norte-americanas já tinham proibido o uso de ‘drones’ DJI para fins militares, por razões de segurança.

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