Greve

Greve de anestesistas no Amadora-Sintra mantém adesão de 100%, segundo o sindicato

Os anestesistas do Hospital Fernando Fonseca iniciaram na segunda-feira uma greve para exigir a contratação de mais especialistas e condições de segurança e esta terça-feira mantém uma adesão total.

Segundo o SIM, estão assegurados os serviços mínimos com escalas dos serviços de urgência que vão ter mais médicos do que aqueles que ocorrem nos serviços normais

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  • Agência Lusa

A greve de anestesistas do hospital Amadora-Sintra mantém esta terça-feira uma adesão de 100%, segundo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que vai apelar aos presidentes das câmaras de Sintra e Amadora para pressionarem o Governo para resolver o problema.

“Vamos apelar aos presidentes das câmaras de Sintra e Amadora, pois junto do Governo podem ajudar a resolver o problema. Esta população já é muito castigada pois há mais de 100.000 utentes sem médico de família”, disse à Lusa o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, acrescentando que a adesão à greve é total.

Segundo o sindicato, a paralisação de cinco dias vai afetar 300 cirurgias e dezenas de exames que precisam de intervenção de anestesistas, designadamente 15 CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), que associam raios-X e endoscopia e permite avaliar os canais biliares, canais pancreáticos e vesícula biliar, 18 exames da área da gastrenterologia, como as colonoscopias, seis exames a crianças e quatro outros exames da área da psiquiatria.

Os médicos anestesistas do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) iniciaram às 08h00 de segunda-feira uma greve de cinco dias para exigir a contratação de mais especialistas e condições de segurança clínica.

Convocada pelo SIM e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, a greve, que termina às 20:00 de sexta-feira, visa reivindicar que a equipa de urgência tenha quatro especialistas para garantir a segurança clínica nas áreas de bloco operatório, bloco de partos, unidade de cuidados pós-anestésicos, reanimação intra-hospitalar e atividades fora do bloco operatório (como salas de TAC ou laboratório de hemodinâmica).

Segundo o SIM, estão assegurados os serviços mínimos com escalas dos serviços de urgência que vão ter mais médicos do que aqueles que ocorrem nos serviços normais.

De acordo com Roque da Cunha, são necessários “mais especialistas e é preciso um plano para que, quando ocorrem situações de excesso de procura, num hospital com cerca de 120 mil utentes sem médico, onde os anestesistas têm um bloco operatório, bloco de partos, têm imensos exames (TAC, colonoscopias e endoscopias), não se conte” com “a exaustão dos responsáveis” do serviço da anestesia.

Por isso, defendeu, “é fundamental” que as escalas sejam organizadas e que “haja cumprimento dos descansos, porque só dessa forma é que é possível que os médicos ali continuem, porque são muito desejados por parte de outros hospitais”.

Os sindicatos alertam que as escalas de urgência abaixo dos mínimos põem em causa a segurança dos doentes e dos profissionais, tendo os médicos denunciado esta situação por respeito aos seus doentes.

Na semana passada, a administração do hospital garantiu que a qualidade dos cuidados de saúde prestados tem “sido sempre e impreterivelmente assegurada”, apesar da falta de anestesiologistas.

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