O diretor executivo do grupo Sun City anunciou esta terça-feira, em entrevista à Agência Lusa, à margem da conferência G2E Asia, que pretende concorrer às concessões de novas licenças de jogo em Macau, agendadas para 2022.

“Até agora só houve rumores, não há ainda um comentário oficial [por parte do governo de Macau], mas se houver alguma hipótese de participarmos no concurso público, adorávamos entrar na licitação sobre as concessões”, disse Andrew Lo à Lusa.

O dirigente da maior empresa do mundo de angariadores de jogadores [‘junkets’] de grandes apostas, com mais de 40% do mercado das apostas VIP na capital mundial do jogo, argumentou: “Com a experiência de vários anos, se realmente tivermos concessões, com a nossa experiência em operação podemos ser competitivos no mercado, podemos ficar em boa posição”.

O governo de Macau já anunciou que vai lançar um concurso público, mas não adiantou quais os requisitos, as especificações e o número de licenças que pretende atribuir dentro de três anos.

Questionado sobre as mudanças que isso pode trazer ao mercado, uma vez que passariam de angariadores de jogadores para operadores de casinos, Andrew Lo relativizou a alteração e explicou que “são os jogadores que tomam a decisão final sobre onde jogar”.

No ano passado, as receitas geradas pelo jogo ‘VIP’ foram de 166,097 mil milhões de patacas (18,029 mil milhões de euros), 54,8% do total arrecadado pelos casinos de Macau ao longo de 2018 (32,796 mil milhões de euros).

A 13.ª Global Gaming Expo Asia (G2E Asia), que arrancou esta terça-feira, é o maior evento de jogo do continente asiático, juntando operadores, jogadores e empresários ligados ao setor, e decorre em Macau até quinta-feira.