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Nova geração do i8 semeia a dúvida na BMW

Que a BMW aposta num futuro electrificado, não restam dúvidas. Mas a pressão ambiental (e da concorrência) para os lados da Baviera está a ser tal que até o futuro do i8 se questiona: PHEV ou BEV?

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  • Observador

A nova geração do i8, embora programada para 2023, está a exigir decisões que têm de ser tomadas muito rapidamente – ainda este ano. Em causa, segundo avança a Autocar, está o sistema de propulsão que porta-estandarte da BMW vai adoptar, pois se há uma linha que defende a sua continuidade enquanto híbrido plug-in, parece que há outra franja a preparar um plano B, que passa por converter o desportivo alemão num modelo 100% eléctrico.

“Há duas linhas de pensamento em relação ao futuro i8. Ambas parecem ter os argumentos válidos, mas ainda não foi tomada uma decisão definitiva”, confirmou à Autocar um alto funcionário do fabricante de Munique, em reacção a notícias avançadas pela imprensa alemã, nas quais se garantia que a BMW já tinha optado por uma nova geração do i8 100% eléctrica.

Se, por um lado, o chefe de Desenvolvimento da BMW, Klaus Fröhlich, sempre se manifestou a favor de uma evolução da solução híbrida plug-in que o actual i8 oferece, por outro, parecem crescer o número de adeptos a favor de uma opção exclusivamente eléctrica a bateria. Sucede que, a ser assim, a decisão tem de ser tomada o mais tardar no próximo semestre, para garantir que os planos da marca não são afectados pela falta de baterias, que entretanto terão de ser contratadas a fornecedores.

Altas patentes da marca consideram que converter o i8 num desportivo 100% eléctrico seria a melhor resposta a uma concorrência crescente, com propostas de estrada na casa do milhar de cavalos. Depois, porque isso permitiria estabelecer um elo e capitalizar em imagem o envolvimento da BMW na Fórmula E. No entanto, há contras. Nomeadamente o forte investimento que seria necessário fazer na plataforma, pois a actual enferma à partida de um défice de modularidade que as arquitecturas rivais, por serem mais recentes e especificamente concebidas já a pensar em alojar apenas packs de baterias, não acusam. Uma alternativa pode passar pela adaptação da plataforma do iNext.

Quanto aos acumuladores, certo é que está fora de questão o recurso a baterias sólidas, em que a BMW trabalha desde 2017 com a empresa norte-americana Solid Power. As simulações em laboratório oferecem perspectivas promissoras, assegura uma fonte da marca alemã, embora admita que essa tecnologia ainda não estará “madura” na altura de apresentar o sucessor do actual i8. A converter-se num BEV, o desportivo alemão tem que no mínimo exceder os 400 km de autonomia, para granjear respeito entre esta classe de veículos.

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