Emmanuel Macron

Macron recebeu marechal Khalifa Haftar sem perspetivas de cessar-fogo na Líbia

Macron apelou a Haftar para que o fim das hostilidades "seja uma realidade o mais cedo possível". Durante uma reunião, Haftar terá explicado as razões da ofensiva militar que tem protagonizado.

Os combates já provocaram desde 4 de abril mais de 510 mortos e 2.467 feridos

STRINGER/EPA

O marechal líbio Khalifa Haftar declarou esta quarta-feira em Paris que “não estão reunidas” as condições para um cessar-fogo na Líbia, ao ser recebido pelo Presidente Emmanuel Macron, que apelou ao reinício do processo político interno.

Num dia em que os combates se intensificaram nos arredores da capital líbia, o Presidente francês pediu ao homem forte do leste da Líbia para que o fim das hostilidades “seja uma realidade o mais cedo possível”, segundo a Presidência francesa.

No entanto, reconheceu o palácio presidencial, “a desconfiança entre os atores líbios é mais forte que nunca” e assiste-se “ao impasse entre o desejo da comunidade internacional para um fim das hostilidades e a maneira de ver do marechal Haftar”. O militar líbio não prestou declarações no final da reunião, que demorou mais de uma hora.

Durante a reunião, com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros francês Jean-Yves Le Drian, o marechal “explicou e justificou longamente”, segundo a Presidência francesa, a ofensiva militar que desencadeou no início de abril sobre Tripoli, para combater “as milícias privadas e os grupos radicais” cuja influência aumenta na capital.

O seu autoproclamado Exército Nacional Líbio (ENL) enfrenta a resistência das forças reunidas em torno do Governo de Acordo Nacional (GAN) reconhecido pelas instâncias internacionais e com sede em Tripoli.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os combates já provocaram desde 4 de abril mais de 510 mortos e 2.467 feridos.

O marechal Haftar, apoiado entre outros pelo vizinho Egito e Arábia Saudita, apresentou a Macron a situação no terreno como “em progresso e dinâmica”, ao afirmar que consolidava “progressivamente as suas posições”.

No final da reunião, mostrou-se “convencido ser indispensável o reinício do processo político”, mas “não indicou se irá protagonizar uma abertura” nesse sentido, segundo a Presidência francesa.

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