Sondagens

Sondagem. Se as legislativas fossem agora, PS ganharia sem maioria absoluta

1.176

Estudo da Católica para o Público e a RTP coloca socialistas com 39% das intenções de voto para o Parlamento. PSD não vai além dos 28%. Maioria prefere geringonça a bloco central.

António Costa continua à frente nas sondagens

MÁRIO CRUZ/LUSA

Uma vitória para o Partido Socialista (PS) nas próximas eleições legislativas e uma preferência por uma solução governativa à esquerda. Esse é o desejo da maioria dos inquiridos pela sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa para o Público e para a RTP, divulgada esta quarta-feira.

Olhando para os números, o estudo indica que nas próximas eleições para o Parlamento o PS deverá recolher 39% das intenções de voto, enquanto o Partido Social Democrata (PSD) se ficará pelos 28% — um resultado mais favorável para os socialistas do que o revelado na primeira parte da sondagem, divulgada no início da semana, sobre os resultados previstos para as eleições europeias, onde o PS se ficava pelos 33%.

Quanto aos restantes partidos, os resultados deverão ser em tudo semelhantes ao que foi projetado para o Parlamento Europeu. Bloco de Esquerda, CDU e CDS-PP têm resultados muito semelhantes: o primeiro consegue 9%, os comunistas registam 8% e os centristas ficam-se pelos 7%. O PAN voltaria a entrar na Assembleia da República (3%), elegendo um deputado. O recém-criado Aliança teria um resultado inferior ao das europeias: apenas 1% das intenções de voto, contra os 3% nas eleições para Estrasburgo.

O Público relembra que este estudo aponta para uma tendência de subida dos socialistas. Depois de terem caído a partir de janeiro, altura em que o PS acumulava 40% das intenções de voto, os socialistas voltaram a subir desde então. A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã e para o Jornal de Negócios, em março, colocava o PS com 34,6%. Agora sobe face a esses resultados.

Tendo em conta que os resultados não dão maioria absoluta ao vencedor, o estudo inquiriu ainda os eleitores sobre qual a solução governativa que preferem. Em caso de vitória do PS, a maioria (27%) pediu uma aliança dos socialistas com pelo menos um partido da esquerda ou uma reedição da geringonça (com CDU e BE). Apenas 16% considera que PS deve governar sozinho, resultado semelhante aos que optam por um bloco central em caso de vitória dos socialistas.

Quanto à possibilidade de ser o PSD a obter mais votos, nesse caso a maioria (21%) volta a preferir um Governo com apoio de partidos da esquerda, por exemplo através de um bloco central com o PS. Quase um quinto dos inquiridos (19%) considera que o melhor cenário é que se volte a constituir uma maioria de esquerda no Parlamento, mesmo que os sociais-democratas ganhem a eleição. Logo atrás surge a opção de uma reedição da PàF (PSD + CDS), com 17% a preferir essa opção. Uma solução de Governo minoritário liderado pelo PSD agrada apenas a 14% dos inquiridos.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cbruno@observador.pt
Desigualdade

Estudar é para todos?

José Ferreira Gomes

Todos os jovens merecem igual consideração e há que evitar oferecer diplomas sem valor futuro no mercado de trabalho. O facilitismo só vem prejudicar os jovens, em especial os socialmente mais frágeis

Medicina

Reflexões de um jovem médico dentista

Luís Pereira Azevedo

77% dos Médicos Dentistas formados há menos de 2 anos têm uma remuneração inferior a 1500 euros brutos mensais. É grande a situação de precariedade e incerteza com que a profissão atualmente se depara

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)