A Arábia Saudita intercetou e destruiu esta quinta feira um veículo aéreo não tripulado (‘drone’) carregado de explosivos proveniente do Iémen, anunciou o porta-voz da coligação anti-rebelde que intervém militarmente no Iémen sob o comando saudita.

“Um ‘drone’ carregado de explosivos disparado pela milícia Huthi para atacar o aeroporto de Najran” (sul da Arábia Saudita) foi intercetado e destruído pela Força Aérea saudita, indicou o coronel Turki al-Maliki, citado pela agência de notícias saudita SPA.

De acordo com o canal de televisão Al-Massirah, controlado pelos Huthis, “este é o terceiro ataque contra o aeroporto (Najran) em 72 horas”.

Os rebeldes Huthis do Iémen lançaram na quarta-feira um segundo ataque contra o aeroporto de Najran, um dia depois de realizarem uma ação semelhante, indicou a televisão Almasirah.

Na terça-feira, as autoridades da Arábia Saudita confirmaram um ataque dos rebeldes iemenitas a uma base militar no sudoeste do país, numa altura de crescentes tensões no Médio Oriente.

Na semana passada, os Huthis atacaram com ‘drones’ um oleoduto e outras infraestruturas energéticas sauditas.

Riade lidera uma coligação internacional que desde 2015 intervém militarmente no conflito no Iémen para ajudar o governo a combater os rebeldes xiitas, apoiados pelo Irão.

Os sauditas responderam ao ataque ao oleoduto com bombardeamentos na capital do Iémen, Sanaa, controlada pelos rebeldes, que causaram pelo menos seis mortos, entre os quais quatro crianças, e 32 feridos.

Na segunda-feira, os Huthis disseram ter uma lista com 300 objetivos militares na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, que também integra a coligação que intervém na guerra do Iémen.

A tensão aumentou na região depois de os Estados Unidos terem reforçado a sua presença militar no Golfo perante alegados indícios de atividade iraniana.

O conflito no Iémen, desencadeado em meados de 2014, matou dezenas de milhares de pessoas, incluindo numerosos civis, segundo diversas organizações humanitárias. Causou ainda 3,3 milhões de deslocados e a maior crise humanitária mundial, de acordo com a ONU.