Ténis

Árbitro Carlos Ramos volta ao olho do furacão: Shapovalov protesta, diz palavrões e recusa-se a jogar

Após a polémica com Serena, Carlos Ramos esteve no centro de novo momento mais tenso, com Denis Shapovalov a protestar muito antes de se recusar a jogar enquanto o supervisor não fosse ao court.

Árbitro português é um dos juízes com maior experiência no circuito mundial de ténis

Getty Images

De forma discreta como em qualquer árbitro principal, o português Carlos Ramos construiu uma carreira de sucesso no circuito mundial de ténis, sendo considerado de forma unânime um dos melhores juízes. Essa visão não foi em nada alterada mas um confronto com Serena Williams, antiga número 1 do mundo que lhe chamou “ladrão” após ser sancionada num ponto por coaching, acabou por colocá-lo no centro de todas as atenções, incluindo perfis longos como o que saiu no The New York Times.

As opiniões dividiram-se depois de a americana comentar também que tinha sido vítima de sexismo. Billie Jean King, James Blake ou a colunista Sally Jenkins colocaram-se ao lado da jogadora; Martina Navratilova, Toni Nadal ou o antigo árbitro Mike Morrissey apoiaram o português. A própria classe admitiu boicotar os jogos de Serena Williams caso não pedisse desculpa por tudo o que tinha acontecido durante e depois daquele jogo decisivo do US Open frente a Naomi Osaka. Uma semana depois, Carlos Ramos estava de volta aos courts para dirigir o encontro inaugural entre Estados Unidos e Croácia para a Taça Davis.

Agora, nos oitavos-de-final do torneio de Lyon, o árbitro português voltou a estar envolvido numa polémica durante um jogo, desta feita tendo o canadiano Denis Shapovalov, 23.º do ranking e um dos principais nomes de uma nova geração de tenistas que está a surgir no circuito ATP, como protagonista, no encontro frente ao francês Ugo Humbert.

Depois de um ponto ganho pelo gaulês no seu serviço, gerou-se a confusão: Shapovalov argumentou que tinha parado de jogar por considerar que o serviço tinha sido fora mas Carlos Ramos entendeu que o canadiano não tinha deixado de jogar de imediato para ir ver a marca. Entre palavrões, com Carlos Ramos a dizer sempre “Denis, é a minha decisão”, o jogador recusou-se mesmo a voltar ao jogo enquanto o supervisor não se deslocasse ao court para que lhe pudesse explicar o que se tinha passado.

“Eu parei de jogar, chamem o supervisor já! Isto é uma piada autêntica, não estava a jogar, não estava”, disse numa primeira instância enquanto o português tentava explicar a sua decisão de forma paciente, chamando a si a responsabilidade pela atribuição do ponto. “Isto é a coisa mais ridícula que já vi. Podemos ver ali nos ecrãs a repetição? O que é isto, nunca vi nada assim na minha carreira”, atirou depois. Shapovalov acabou por voltar então ao jogo e garantiu a vitória frente a Humbert por 2-6, 7-6 (4) e 6-2, caindo esta quinta-feira frente ao também francês Benoit Paire por três sets, com os parciais de 3-6, 6-4 e 6-7 (4).

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