Filosofia

Costa presta tributo à “sabedoria ilimitada” Eduardo Lourenço no seu 96.º aniversário

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O primeiro-ministro prestou tributo à "sabedoria ilimitada" do ensaísta Eduardo Lourenço, homenageado por ocasião do seu 96.º aniversário, um "dia de festa da cultura portuguesa".

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

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  • Agência Lusa
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O primeiro-ministro prestou esta quinta feira tributo à “sabedoria ilimitada” do ensaísta Eduardo Lourenço, homenageado por ocasião do seu 96.º aniversário, e defendeu que esta data “merece ser celebrada como um dia de festa da cultura portuguesa”.

António Costa falava numa cerimónia de homenagem a Eduardo Lourenço, no Palácio Foz, em Lisboa, durante a qual lhe entregou em mãos a primeira edição de um prémio com o seu nome lançado pela Livraria Lello, uma escultura da autoria do arquiteto Siza Vieira.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também se juntaram a esta cerimónia em que, no final, se cantou os parabéns a Eduardo Lourenço.

O professor e ensaísta agradeceu esta “homenagem siderante”, considerando-a “de difícil de leitura, mesmo para quem é o objeto dessa manifestação de simpatia”, e falou sobre o papel de Portugal na história, associando-o uma ” vontade de não abdicar do sonho”, uma “vontade um pouco louca”.

“Portugal viajou uma viagem por conta própria, um sonho, e esse sonho não tem fim e não terá fim”, afirmou Eduardo Lourenço, recebendo palmas. “Os portugueses atreveram-se tanto quanto podiam, talvez, e esse atrevimento é aquele que ficará realmente na história de nós”, reforçou.

Na sua intervenção, António Costa referiu-se ao pensamento de Eduardo Lourenço sobre a Europa e a esse propósito fez alusão ao facto de ter sido candidato às eleições europeias de 2014 “em lugar não elegível”, 21.º na lista do PS, mas teve o cuidado de não nomear a força política, porque “a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não permite”.

“Foi um sinal que devemos nunca esquecer, do seu permanente compromisso cívico e político, inseparável da sua vivência cultural. Foi seguramente este cidadão, ativo e comprometido que o senhor Presidente da República reconheceu, ao designá-lo para o Conselho de Estado, onde tenho tido o privilégio de poder partilhar o brilho das suas reflexões, com que, infelizmente à porta fechada, nos vai privilegiando sobre a sua reflexão dos tempos que vão passando”, acrescentou.

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