Saúde Pública

OMS quer reduzir para metade até 2030 as mortes por mordida de cobra

Estima-se "que 5,4 milhões de pessoas por ano são mordidas, 100.000 morrem e 400.000 ficam desfiguradas ou incapacitadas", dizem os Médicos Sem Fronteiras.

"Estima-se que 5,4 milhões de pessoas por ano são mordidas por cobras, 2,7 milhões são envenenadas, 100.000 morrem e 400.000 ficam desfiguradas ou incapacitadas para a vida", revela a organização não-governamental

SANJEEV GUPTA/EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer reduzir para metade, até 2030, as mortes e os casos de incapacidade devido a mordida de cobra, lançando esta quinta-feira “a há muito esperada estratégia”, como considera a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Em comunicado, a MSF refere que “governos e organizações financiadoras têm, agora, de intensificar os esforços e dar resposta – tanto política como financeira – ao envenenamento por mordida de cobra com a urgência e a atenção que esta negligenciada crise de saúde pública exige”.

“Estamos cautelosamente otimistas de que a estratégia da OMS para a mordida de cobra poderá ser um ponto de viragem no combate a esta doença. Governos, doadores e outras partes interessadas não devem desperdiçar esta oportunidade, mas sim fornecer apoio político e financeiro concreto para garantir seu sucesso”, salienta Julien Potet, da MSF.

“Estima-se que 5,4 milhões de pessoas por ano são mordidas por cobras, 2,7 milhões são envenenadas, 100.000 morrem e 400.000 ficam desfiguradas ou incapacitadas para a vida”, revela a organização não-governamental.

O responsável da MSF afirma que “é hora de todos aproveitarem esse momento e impedirem mortes e deficiências desnecessárias de picadas de uma vez por todas”.

A MSF espera que “a estratégia multifacetada inclua uma recomendação clara para produtos atuais e futuros serem seguros e acessíveis e planos ambiciosos para aumentar as taxas de tratamento e acesso a antivenenos nas regiões afetadas”.

De acordo com a MSF, a estratégia da OMS acentua “também a necessidade de aumentar a conscientização em relação à prevenção, primeiros socorros e onde procurar tratamento adequado por meio de educação e treinamento em nível comunitário do pessoal médico, especialmente aqueles envolvidos em serviços médicos de emergência e atenção primária à saúde”.

Por isso, a MSF considera que é necessário tomar “medidas concretas para aumentar substancialmente o acesso a antídotos seguros que já existem no mercado e para dar prioridade ao desenvolvimento de novas e melhores ferramentas de resolução” do problemas das mordidas de cobras.

A estratégia da OMS é apresentada na Assembleia-Geral de Saúde que está a decorrer em Genebra até 28 de maio.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Saúde

Inovação em Saúde: oito tendências e um caminho

Luís Lopes Pereira

Em Portugal já existem terapêuticas alvo de contratos baseados no valor. Mas a difícil e demorada contratação pública e a dependência do Ministério das Finanças têm limitado a autonomia para inovar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)