Vários grupos e apoiantes de Jair Bolsonaro estão a preparar um conjunto de manifestações para este domingo em defesa do Presidente brasileiro e da sua agenda política, que tem vindo a receber algumas críticas, especialmente depois do anuncio do bloqueio de verbas na Educação. As manifestações estão agendadas para várias cidades brasileiras.

Os protestos foram convocados por vários grupos pró-Bolsonaro, incluindo o Movimento Brasil Conservador, que vê nesta manifestação uma forma demonstrar o seu apoio ao pacote de combate ao crime que foi apresentado pelo governo brasileiro, bem como à reforma da previdência. “Dia 26 de maio, o Brasil vai parar”, escreveu o grupo no Twitter, dando ainda um alerta no seu site: “A nossa manifestação será pacífica e ordeira”.

Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o porta-voz do Governo referiu que esta manifestação vem mostrar que “é muito importante entender que a sociedade está alinhada com o Presidente”. “Nesse alinhamento [a sociedade] está a procurar associar-se àquilo que o Presidente vem atribuindo como responsabilidade dele. Conduzir a nossa sociedade, a nossa nação, para o melhor que ele possa dar como chefe do executivo. Ele já vai levar ao Congresso Nacional a nossa reforma da Previdência, as nossas medidas anticorrupção”, acrescentou Otávio Rêgo Barros.

Jair Bolsonaro já se pronunciou no Twitter sobre “os atos do dia 26” e sublinhou que vê este evento “como uma manifestação espontânea da população, que de forma inédita vem sendo a voz principal para as decisões políticas que o Brasil deve tomar”. No entanto, e segundo o Globo, nem o Presidente brasileiro nem o seu partido, o PSL, vão marcar presença nesta manifestação, uma vez que consideram tratar-se de uma “manifestação livre e espontânea” e o Presidente “não quer associá-la ao governo”.

“Sou de rua há muito tempo e manifestações de rua não precisam de apoio político, de apoio partidário”, referiu Carla Zambelli, do PSL. Já o líder do partido, Luciano Bivar, afirmou que a decisão “foi consensual”, uma vez que “o partido deve apoiar o presidente da República, mas não endossar institucionalmente a manifestação”. “O PSL, como partido, apoia qualquer movimento em defesa do presidente da República, mas este movimento não nasceu do PSL. Todos os nossos parlamentares são livres de ir, se quiserem. Mas não podemos, de corpo e alma, estar ligados a um movimento sob o qual não temos controlo”, acrescentou.