Sporting

“O ano mais incrível da minha vida. Fui campeão três vezes”. Luiz Phellype, o herói improvável do último penálti

Foi titular, marcou o penálti decisivo e caiu em lágrimas. Porquê? "Passei por uma fase difícil. É muita felicidade". Luiz Phellype aproveitou o infortúnio de Dost e é a página em branco do Sporting.

O avançado brasileiro chegou ao Sporting em janeiro

LUSA

São contas algo estranhas mas muito fáceis de fazer: esta temporada, Luiz Phellype foi campeão da Segunda Liga, ganhou a Taça da Liga e ainda conquistou a Taça de Portugal. O avançado brasileiro de 25 anos chegou ao Sporting em janeiro, garantiu a Taça da Liga no mesmo mês, viu o Paços de Ferreira que representou na primeira metade da temporada vencer a Segunda Liga no fim de semana passado e este sábado marcou o penálti decisivo que valeu aos leões a conquista da Taça de Portugal.

Indiscutivelmente beneficiado pela temporada inconstante de Bas Dost, Luiz Phellype ocupou um lugar cativo no ataque do Sporting. O avançado foi titular na final do Jamor e acabou por ser o herói que marcou a última grande penalidade — e ofuscar, de certa forma, o golo do holandês que colocou os leões em vantagem ainda na primeira parte do prolongamento. Depois de ver a bola bater nas redes da baliza defendida por Vaná pela última vez, o avançado caiu no chão em lágrimas e não correu em direção aos colegas de equipa ou aos adeptos como é habitual. Já após Bruno Fernandes levantar a Taça de Portugal na tribuna presidencial do Jamor, Luiz Phellype explicou resumidamente o motivo da emoção.

“Não consigo falar muito. Este foi o ano mais incrível da minha vida. Pude saltar para um clube de topo em Portugal e ser três vezes campeão num ano. É difícil chegar a um clube grande em Portugal. Passei por uma fase muito difícil e agora pude conquistar tudo isso. É muita felicidade. Não me consigo expressar muito bem. Somos muito guerreiros, somos muito unidos. Virámos o jogo, sofremos o empate mas não virámos a cara. Agradeço primeiramente a Deus e depois à minha família”, disse o avançado brasileiro, que termina a temporada com 17 golos marcados espalhados por Paços e Sporting.

De forma algo surpreendente, Luiz Phellype acaba a época como referência ofensiva e como algo que tem um significado empírico ainda maior: o avançado não estava no Sporting na temporada passada, não viveu os ataques à Academia e não passou pela marcante final da Taça de Portugal contra o Desp. Aves em maio do ano passado. Ou seja, mais do que um reforço, o brasileiro surge em Alvalade como uma espécie de página branca que ajudou a reerguer o clube e que é agora uma das figuras responsáveis pela conquista de dois títulos no mesmo ano (algo que não acontecia desde 2007/08).

O Sporting venceu a sexta final em seis possíveis contra o FC Porto desde 2000 e carimbou a 17.ª Taça de Portugal do seu palmarés, equiparando Manchester City, Ajax, Celtic e Bayern Munique no que toca a taças conquistadas esta temporada no panorama europeu. Já Marcel Keizer, que no espaço de seis meses conquistou dois troféus em Alvalade — tantos quanto Jorge Jesus em três anos –, tornou-se o quinto treinador estrangeiro a ganhar a Taça desde 1994 (depois de Bobby Robson, Lászlo Bölöni, Jose Antonio Camacho e Co Adriaanse).

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mfernandes@observador.pt
Crónica

Amorfo da mãe /premium

José Diogo Quintela

O Governo deve também permitir que, no dia seguinte ao trauma que é abandonar a criança no cárcere escolar, o progenitor vá trabalhar acompanhado pelo seu próprio progenitor. Caso precise de colinho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)