Legionela

Hospital de Évora adota medidas de prevenção por suspeita de caso de legionela

O doente em causa "é uma senhora", que foi levada para o hospital de uma outra região. Apesar de a doença ainda não ter sido confirmada, o Hospital de Évora está a efetuar trabalhos de limpeza.

A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Hospital de Évora está a efetuar trabalhos de limpeza e desinfeção na sequência de um “caso provável” de legionela numa doente que esteve internada na unidade e teve alta na semana passada, foi revelado este domingo.

Foi notificado um caso provável de doença dos legionários, num doente que esteve internado no Hospital do Espírito Santo de Évora EPE (HESE)”, divulgou este domingo, em comunicado, a diretora do Departamento de Saúde Pública do Alentejo, Filomena Araújo.

Contactada pela Agência Lusa, Filomena Araújo, que é também delegada de Saúde Regional do Alentejo, adiantou que o doente em causa “é uma senhora”, que “já teve alta” do HESE e encontra-se “internada num outro hospital”, noutra região do país. “A doente teve alta no dia 22”, ou seja, na passada quarta-feira, “e nós recebemos a notificação da suspeita da doença no dia 23”, na quinta-feira, acrescentou à Lusa.

Segundo a diretora do Departamento de Saúde Pública, “ainda se trata de uma suspeita, não está confirmada a doença, nem onde poderá ter sido o foco de infeção”. No comunicado, é referido que, “embora não se possa afirmar que a origem deste caso provável esteja associada ao HESE”, as autoridades de Saúde e o conselho de administração do hospital “estão já a realizar um inquérito epidemiológico e ambiental”.

“As autoridades implementaram ainda medidas preventivas e cautelares para assegurar o reforço da vigilância epidemiológica, da vigilância ambiental e medidas preventivas para a segurança de todos os doentes e profissionais”, pode ler-se na nota enviada à Lusa, na qual Filomena Araújo garante que, “até ao momento, não há confirmação de mais nenhuma suspeita ou caso semelhante”.

Recusando alarmismos, a responsável explicou que, “como a doente esteve internada no hospital adotaram-se as medidas que as boas práticas” recomendam, estando a decorrer, por exemplo, “trabalhos de limpeza e desinfeção da unidade”.

Tomámos as medidas de prevenção e cautelares que se exigem para ver se havia outros casos, que não identificámos até agora. E adotámos medidas de desinfeção da água da rede de distribuição do hospital para evitar qualquer problema”, disse.

Apesar disso, ressalvou, não há qualquer restrição no consumo de água: “A doença não se transmite por beber água, é só através da inalação de aerossóis”. “No HESE estão tomadas todas as medidas de segurança, não há risco para utentes e profissionais. E, para a população em geral, também não há qualquer risco em termos do abastecimento público de água”, tranquilizou Filomena Araújo, referindo que a investigação “vai prosseguir”.

A bactéria legionela é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias. A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

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